João de Requeixo


 A Far[o] um dia irei, madre, se vos prouguer,
rogar se verria meu amigo, que mi bem quer,
       e direi-lh'eu entom
       a coita do meu coraçom.
  
5Muito per desej'eu que veesse meu amigo
que m'estas penas deu e que falasse comigo,
       e direi-lh'eu entom
       a coita do meu coraçom.
  
Se s'el nembrar quiser como fiquei namorada,
 10e se cedo veer e o vir eu, bem talhada,
       e direi-lh'eu entom
       a coita do meu coraçom.



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Nota geral:

Nesta segunda cantiga, a donzela dispõe-se a ir de novo à ermida de Santa Maria de Faro, se a mãe deixar, esperando aí encontrar o seu amigo, e falar-lhe da mágoa que sofre longe dele. E esperando também que ele se lembre de como a deixou apaixonada e venha ao seu encontro.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1290, V 895

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1290

Cancioneiro da Vaticana - V 895


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Cantiga II - A Far'un día irei      versão audio disponível

Versão de César del Caño