Pero de Armea


 Com gram coita sol nom posso dormir,
 nem vejo rem de que haja sabor,
e das coitas do mund'e a maior
 sofro de pram e nom posso guarir,
5       vedes porquê: porque nom vej'aqui
       a mia senhor, que eu por meu mal vi.
  
Querendo-lhi bem, sofri muito mal
e muit'afã des que foi mia senhor
e muitas coitas polo seu amor
10e ora viv'em gram coita mortal;
       vedes porquê: porque nom vej'aqui
       a mia senhor, que eu por meu mal vi.
  
Quando m'eu dela parti, log'entom
houvi tal coita que perdi meu sem
15bem três dias que nom conhoci rem;
e ora moir'e faço gram razom;
       vedes porquê: porque nom vej'aqui
       a mia senhor, que eu por meu mal vi.



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Nota geral:

O poeta dá conta da sua dor por não ver a sua senhora: não consegue dormir, tudo o desgosta e nada o consegue animar. Na última estrofe afirma que, quando se separou dela, durante três dias não deu acordo de si. E agora sente-se morrer.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1082, V 674

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1082

Cancioneiro da Vaticana - V 674


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas