Estêvão Fernandes d'Elvas


Estes que agora, madre, aqui som
dizem que é sandeu meu amigo;
 nom tenhades que o por al digo,
mais bem creo, se me vissem, que nom
5       terriam meu amigo por sandeu,
       madre, de que por mim ensandeceu.
  
E os que dizem que perdeu o sem
por mi, madre, nom me diriam mal
se soubessem com'é, e sei-me eu al:
 10pois que me vissem, que nunca por en
       terriam meu amigo por sandeu,
       madre, de que por mim ensandeceu.
  
E aqueles que já dizem que é
por mi sandeu, assi Deus me perdom,
15cada um deles no seu coraçom,
se me vissem, nunca, per bõa fé,
       terriam meu amigo por sandeu,
       madre, de que por mim ensandeceu.



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Nota geral:

Dirigindo-se à sua mãe, a moça considera, com ingénua vaidade, que os que dizem que o seu amigo enlouqueceu por ela, se a conhecessem, não o considerariam louco.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 615, V 216

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 615

Cancioneiro da Vaticana - V 216


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas