Rui Fernandes de Santiago


– Ai madre, que mui[t'eu err]ei
que nom vi o meu amigo
u el falasse comigo;
e, pero lhi fale, bem sei
5       ca nom hei nẽum poder
       de o por amig'haver.
  
Nom vos leixedes en por mi,
filha, que lhi nom faledes,
 se vós en sabor havedes.
10– Ai madre, nom tenho prol i;
       ca nom hei nẽum poder
       de o por amig'haver.
  
– Filha, polo desassanhar,
falaredes per meu grado.
15– Pois lhi saí de mandado,
que prol há, madr', em lhi falar?
       Ca nom hei nẽum poder
       de o por amig'haver.



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Nota geral:

Neste diálogo com uma mãe condescendente, a moça mostra-se preocupada com as consequências que advirão do facto de não ter querido falar com o seu amigo: decerto já não o poderá ter por namorado. Nas suas respostas, a mãe incita-a a ir falar com ele, para acabar com a sua eventual zanga.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão, Dialogada
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 929, V 517

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 929

Cancioneiro da Vaticana - V 517


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas