Expressão pesquisada:


João Lopes de Ulhoa


Eu nunca dórmio nada, cuidand'em meu amigo,      ←
 el que tam muito tarda, se outr'amor há sigo      ←
         ergo lo meu, querria      ←
       morrer hoj'este dia.      ←
  
5E cuid'em esto sempr', e nom sei que de mi seja,      ←
el que tam muito tarda, se outro bem deseja      ←
       ergo lo meu, querria       ←
       morrer hoj'este dia.      ←
  
 Se o faz, faz-mi torto, e, par Deus, mal me mata,      ←
10el que tam muito tarda, se outro rostro cata      ←
       ergo lo meu, querria      ←
       morrer hoj'este dia.      ←
  
 Ca meu dano seria      ←
de viver mais um dia.      ←



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Nota geral:

A donzela não consegue dormir, pensando no seu amigo que muito tarda: se ele tem outro amor, não quererá viver nem mais um dia.
A cantiga parece estar em relação estreita com duas cantigas anteriores.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 700, V 301

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 700

Cancioneiro da Vaticana - V 301


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Eu nunca dórmio nada      versão audio disponível

Versões de Fernando Lopes-Graça