Glossário

Rem (em frases negativas)


Significado: nada

Cantigas em que ocorre o termo



A Deus grad'hoje, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 4): no mundo já per outra rem.
   (Linha 17): non'a vej'e nom vejo rem

A dona que eu vi por meu, Airas Veaz ou Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 17): non'a vej'e nom vejo rem

A mia senhor, que por mal destes meus, Paio Gomes Charinho
   (Linha 20): em que nom perde, nem gaanh'eu, rem.

A rem que mi a mi mais valer, Airas Engeitado
   (Linha 17): Quando m'agora rem nom

A vossa mesura, senhor, Gomes Garcia
   (Linha 13): por servir, nunca houve en rem,

Abadessa, Nostro Senhor, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 30): por mi, que lhi nom minguou rem

Ai amiga, tenh'eu por de bom sem, Rodrigo Anes de Alvares
   (Linha 13): des que me viu, nunca rem tant'amou,

Ai eu! e de mim que será?, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 3): a que nom ouso dizer rem

Ai mia madre, sempre vos eu roguei, Nuno Peres Sandeu
   (Linha 3): rem contra vós, e queredes-lhi mal,

Ai mia senhor! sempr'eu esto temi, Fernão Figueira de Lemos
   (Linha 23): veerei rem que mi possa plazer,

Ai mia senhor! tod'o bem mi a mi fal, Juião Bolseiro
   (Linha 13): Nem rem nom podem veer estes meus

Ai mia senhor! Vêm-me conselhar, Pero Mafaldo
   (Linha 4): ca nunca rem por mi quisestes dar;
   (Linha 7): rem, per que se pague del quen'o vir.

- Ai, Pai Soárez, venho-vos rogar, Martim Soares, Paio Soares de Taveirós
   (Linha 7): rem, per que se pague del quen'o vir.

Amig'houv'eu a que queria bem, João Peres de Aboim
   (Linha 10): e por esto nom poss'em rem fiar:

Amig', entendo que nom houvestes, João Baveca
   (Linha 3): à mia mesura, e nom vos val rem,

Amiga, quem hoj’houvesse mandado do meu amigo, João de Requeixo
   (Linha 8): nom sei rem que o detenha,

Amiga, quero-vos eu já dizer, Pero Gomes Barroso
   (Linha 19): E nom sei rem porque el ficasse

Amigas, sejo cuidando, Martim Padrozelos
   (Linha 5): que me nom pode guarir rem

Amigo, pois vos nom vi, D. Dinis
   (Linha 13): Des que vos nom vi, de rem

Amigo, quando me levou, João Airas de Santiago
   (Linha 8): amigo, nom soubestes rem

Amigo, se mi gram bem queredes, João de Cangas
   (Linha 4): Pois mi aqui rem nom podedes dizer,

Ando coitado por veer, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 20): ca nom m'enviou rem dizer,

Aos mouros que aqui som, Pero da Ponte
   (Linha 2): Dom Álvaro rem nom lhis dá,

As graves coitas, a quen'as Deus dar, João Soares Coelho
   (Linha 29): e, pois la vi, nom lh'ousei rem dizer,

Assi and'eu por serviço que fiz, Gil Peres Conde
   (Linha 14): e nom mi fala nem dá por mi rem.

Atanto querria saber, Martim Moxa
   (Linha 20): e nom lh'ousa falar em rem

Bem poss'Amor e seu mal endurar, Martim Moxa
   (Linha 27): rem nom daria, se houvess'o seu

Bem sabia eu, mia senhor, Afonso X
   (Linha 4): de rem, pois vos eu nom visse,

Bem viu Dona Maria, João Vasques de Talaveira
   (Linha 3): rem na mia esmoleira.

Ben'o faria, se nembrar, João Soares Somesso
   (Linha 18): rem per que eu possa guarir.

Chus mi tarda, mias donas, meu amigo, João Garcia de Guilhade
   (Linha 6): que nunca rem dormisse.

Cirola vi [eu] andar-se queixando, Afonso X
   (Linha 5): log'entendi que nom dissera rem

Coitada sejo no meu coraçom, Vasco Peres Pardal
   (Linha 14): nom dou eu rem, ca, se coita sofrer

Com coitas d'amor, se Deus mi perdom, João Airas de Santiago
   (Linha 3): valem rem, porque [a]tam muitos som;

Com gram coita sol nom posso dormir, Pero de Armea
   (Linha 2): nem vejo rem de que haja sabor,

Cuidava-m'eu que amigos havia, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 13): podia rem e poderia haver

D'ũa cousa sõo maravilhado, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 12): e rem de seu haver nom lhi leixou,

D'um tal ric'home ouç'eu dizer, Pero da Ponte
   (Linha 31): pois s'end'el nom ajuda rem?

De [Dom] Fernam Diaz Estaturão, Pero da Ponte
   (Linha 17): que nunca por molher rem [nom] quis dar,

De como mi ora com el-rei aveo, Afonso Fernandes Cubel
   (Linha 3): el do seu haver rem nom me quer dar

De morrerdes por mi gram dereit'é, D. Dinis
   (Linha 20): que nom hei rem que vos i gradecer.

De quant'eu sempre desejei, João Soares Somesso
   (Linha 2): de mia senhor, nom end'hei rem;

De vos servir, mia senhor, nom me val, Afonso Sanches
   (Linha 2): pois nom atendo de vós rem e al

Des hojemais me quer'eu, mia senhor, Anónimo 4
   (Linha 13): rem; mais nom poss'eu sofrer des aqui

Des quando me mandastes, mia senhor, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 14): que nom falecedes, senhor, em rem,

Desej'eu bem haver de mia senhor, João Airas de Santiago
   (Linha 12): em que nom perça rem de seu bom prez,

Desej'eu muit'a veer mia senhor, Airas Carpancho
   (Linha 3): nom lh'hei a dizer rem

Deu'lo sab'hoje, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 2): (a quem se nom asconde rem,

Deus, meu Senhor, se vos prouguer, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 9): que nunca mi há rem de fazer

Direi verdade, se Deus mi perdom, Pero Gomes Barroso
   (Linha 14): nem ar hei [rem] que lhi gradesca i,

Diz meu amigo que me serve bem, Gomes Garcia
   (Linha 2): e que rem nom lhe nembra senom mim,

Diz meu amigo que, u nom jaz al, João Airas de Santiago
   (Linha 9): do meu rem, senom quando m'eu quiser,

Diz meu amigo tanto bem de mi, João Airas de Santiago
   (Linha 5): em quant'el diz, nom lhi gradesc'eu rem,

Diz, amiga, o que mi gram bem quer, João Airas de Santiago
   (Linha 2): que nunca mais mi rem demandará,

Dizem, amigo, que outra senhor, João Airas de Santiago
   (Linha 9): me vos filhass', e já vos nom val rem,

- Dizem, senhor, ca dissestes por mi, Paio Gomes Charinho
   (Linha 8): quero que moiro, que rem nom me val,
   (Linha 3): mais nom sabem de mia fazenda rem;

Dizem-mi as gentes por que nom trobei, Anónimo 2 ou João Peres de Aboim
   (Linha 3): mais nom sabem de mia fazenda rem;

Do que sabia nulha rem nom sei, Pero Gomes Barroso
   (Linha 25): E nom daria rem por viver i

Dom Estêvam diz que desamor, Airas Peres Vuitorom
   (Linha 16): Ca rem nom vêe, assi Deus mi perdom,
   (Linha 4): e lhi rem nom ousa dizer

- Dom Garcia Martĩins, saber, Pero da Ponte, Garcia Martins
   (Linha 4): e lhi rem nom ousa dizer

Dom Pero Núnez era em Cornado, João Airas de Santiago
   (Linha 7): de que Dom Pero nom foi rem pagado.

Donas, fezerom ir daqui, João Garcia
   (Linha 8): que rem nom lhi possa valer,

Elvir', a capa velha dest'aqui, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 19): ca pera corte sei que nom val rem

Em almoeda vi estar, Pero da Ponte
   (Linha 18): E o ric'home disse: - Rem;

Em muit'andando, cheguei a logar, Martim Moxa
   (Linha 6): e lousin[h]ar e rem nom lhi dizer

Em que grave dia, senhor, [em] que me vos Deus fez veer!, Nuno Rodrigues de Candarei
   (Linha 2): Ca nunca vos eu rem roguei que vós quiséssedes fazer.

Em Sam Momed', u sabedes, João de Cangas
   (Linha 13): por mi e rem nom lhi val,

Esta senhor, que ora filhei, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 8): meresco eu desta sanha rem,

Estas donzelas que aqui demandam, João Garcia de Guilhade
   (Linha 22): E de tal preito nom sei end'eu rem;

Estes que ora dizem, mia senhor, João Vasques de Talaveira
   (Linha 3): pois en nunca per mi souberom rem,

Eu fiz mal sem qual nunca fez molher, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 6): pod'el saber rem do meu coraçom.

Eu me coidei, u me Deus fez veer, João Soares Coelho
   (Linha 20): todas as outras donas nom som rem

Falei noutro dia com mia senhor, Airas Nunes
   (Linha 13): e des ali nom lh'ousei dizer rem,

Fals'amigo, per bõa fé, Afonso Mendes de Besteiros
   (Linha 3): outra molher, e por mi rem

Gradesc'a Deus que me vejo morrer, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 5): praz-me muito porque nom sabem rem

Hom'a que Deus bem quer fazer, Fernão Garcia Esgaravunha
   (Linha 3): a que nom ouse rem dizer,

Id'é meu amigo daqui, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 13): Que viss'eu que nom dava rem

Ir-vos queredes, amigo, [daqui], Sancho Sanches
   (Linha 6): e nom há de si nem de rem sabor.

Ir-vos queredes, mia senhor, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 3): que nunca soube rem amar
   (Linha 32): - Joam Vaásquiz, nom dizedes rem,

- Joan'Airas, ora vej'eu que há, João Airas de Santiago, João Vasques de Talaveira
   (Linha 32): - Joam Vaásquiz, nom dizedes rem,

Joam Fernández, o mund'é torvado, João Soares Coelho
   (Linha 16): nen'o malado [e]no senhor rem,

Joam Rodriguiz foi desmar a Balteira, Afonso X
   (Linha 19): ca delgada para gata rem nom val;
   (Linha 15): - Joam Vaásquez, nunca roubei rem,

- Joam Vaásquez, moiro por saber, João Vasques de Talaveira, Lourenço
   (Linha 15): - Joam Vaásquez, nunca roubei rem,

Jurava-m'hoje o meu amigo, Pedro Anes Solaz
   (Linha 15): e por aquesto já lhi rem nom val

Lourenço nom mi quer creer, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 11): podedes que nom sabe rem

Mais de mil vezes cuid'eu eno dia, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 6): nom lhe digo, de quanto cuido, rem,

Mais desguisadamente mi vem mal, Martim Peres Alvim
   (Linha 17): e se eu rem nom soubess'entender

Mal conselhado que fui, mia senhor, Martim Soares
   (Linha 26): nem mi val rem de queixar-m'end'assi,

Mal me tragedes, ai filha, por que quer'haver amigo, Juião Bolseiro
   (Linha 13): Pois eu nom hei meu amigo, nom hei rem do que desejo,

Meus amigos, direi-vos que m'avém, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 8): Por atal moir', e nom lhi digo rem

Meus amigos, muit'estava eu bem, João Vasques de Talaveira
   (Linha 20): dona a que nom ouso rem dizer.

Meus amigos, oimais quero dizer, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 20): ca lhi fez El que lhi nom míngua rem

Meus amigos, pois me Deus foi mostrar, João de Gaia
   (Linha 4): e meu trobar nunca me valeu rem

Meus amigos, que sabor haveria, João Soares Coelho
   (Linha 13): Ca nom vivera rem do que vivi,

Meus amigos, quero-vos eu dizer, Pero de Armea
   (Linha 24): nom tem'eu rem mia morte, nem morrer.

Meus amigos, tam desaventurado, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 11): ela com outr', e nom dê por mim rem;
   (Linha 22): per rem nom mi o tenhades

- Mia senhor, vim-vos rogar, Airas Moniz de Asma, Airas Moniz de Asma
   (Linha 33): u rem nom adubades?

Moitos s'enfingem que ham gaanhado, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 6): ca jur'a Deus que nunca mi deu rem

Muito bem mi podia Amor fazer, Vasco Peres Pardal
   (Linha 2): se el quisess', e nom perder i rem;

Muitos dizem com gram coita d'amor, Paio Gomes Charinho
   (Linha 16): rem. Por end'a que m'estas coitas dá

Muitos têm hoje por meu trobar, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 7): Pero Deus sabe - a que se rem negar

Nom sei no mundo outro homem tam coitado, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 6): senom por algo; eu nom lhi dou rem,

Nom soube que x'era pesar, Vasco Gil
   (Linha 5): u lhe nom possa rem dizer

Nostro Senhor Deus! e por que neguei, Rui Queimado
   (Linha 12): E pero nunca lh'ousei dizer rem

Nostro Senhor! que nom fui guardado, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 24): pois mia senhor nom quer por mi dar rem,

Nostro Senhor, com'eu ando coitado, Martim Soares
   (Linha 13): E pois eu entendo que rem nom valho,

Nostro Senhor, hajades bom grado, D. Dinis
   (Linha 14): bom grado, mais desto nom fora rem

Nostro Senhor, que me fez tanto mal, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 21): nom será rem, se m'oir esta vez,

Nulh'home nom pode saber, Fernão Padrom
   (Linha 9): a que nom ouso dizer rem

O meu amigo, forçado d'amor, João Airas de Santiago
   (Linha 8): u é com sa senhor, nom dorme rem;
   (Linha 20): nom quer amig'e nem dá por el rem.

O meu amigo, que mi gram bem quer, Pedro Amigo de Sevilha ou João Vasques de Talaveira
   (Linha 20): nom quer amig'e nem dá por el rem.

O voss'amigo foi-s'hoje daqui, Galisteu Fernandes
   (Linha 3): porque nom ousou vosco falar rem,

O voss'amig', ai amiga, D. Dinis
   (Linha 7): Nom hei rem que vos asconda

Oimais nom há rem que mi gradecer, Afonso Mendes de Besteiros
   (Linha 1): Oimais nom há rem que mi gradecer

Oimais nom sei eu, mia senhor, Rui Gomes, o Freire
   (Linha 2): rem per que eu possa perder

Oimais, amiga, quer'eu já falar, Rui Martins de Ulveira
   (Linha 23): de sa fala nom hei rem que temer.

Ora começa o meu mal, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 2): de que já nom temia rem;

Ora nom moiro, nem vivo, nem sei, Bonifaci Calvo
   (Linha 2): como me vai, nem rem de mi, senom

Ora tenh'eu que hei razom, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 6): de quand'en nom sabia rem?

Ora veerei, amiga, que fará, João Baveca
   (Linha 5): que nom hei eu poder de fazer rem

Ora vej'eu que xe pode fazer, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 30): bem cuido dela que nom desse rem,

Ou é Meliom Garcia queixoso, D. Dinis
   (Linha 12): nom cata rem do que catar devia;

Ouç[o] eu dizer um verv'aguis[a]do, Estêvão Fernandes d'Elvas
   (Linha 17): de tod'est'a mim nom fal ende rem,

Par Deus, ai dona Leonor , Rui Pais de Ribela
   (Linha 11): que nom soub'El no mundo rem

Par Deus, coraçom, mal me matades, Airas Nunes
   (Linha 13): u est a dona que rem nom quer dar

Par Deus, senhor, sei eu mui bem, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 4): Mais se o sei, nom ar sei rem

Parti-m'eu de vós, mia senhor, João Vasques de Talaveira
   (Linha 6): de rem, u vos nom vi, prazer!
   (Linha 34): diz Balteira que todo nom é rem.

- Pedr'Amigo, quero de vós saber, Pedro Amigo de Sevilha, Vasco Peres Pardal
   (Linha 34): diz Balteira que todo nom é rem.

Per bõa fé, fremosa mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 10): porque nom sei eu rem no mund'amar

Per quaes novas hoj'eu aprendi, Martim de Caldas
   (Linha 6): que lhe nom nembre do que cuida rem.

Pero d'Ambroa, sempr'oí cantar, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 7): nem dades rem por tormenta do mar.

Pero que mia senhor nom quer, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 21): nunca lhi rem demandarei.

Pois mia ventura tal é já, D. Dinis
   (Linha 26): e vós nom perdedes i rem,

Pois que se nom sente a mia senhor, Airas Carpancho
   (Linha 10): de morrer e se queria vivo...?

Pois tam muit'há que mia senhor nom vi, Fernão Fernandes Cogominho
   (Linha 5): jamais por coita nunca rem darei,

Por Deus vos rogo, madre, que mi digades, Lopo
   (Linha 7): Nunca vos fiz rem que nom devess'a fazer

Por Deus, amiga, pês-vos do gram mal, D. Dinis
   (Linha 6): de que eu nem vós nom soubemos rem.

- Por Deus, amiga, provad'um dia, Vasco Peres Pardal
   (Linha 8): dizerdes que nom dades por el rem

Por Deus, amiga, punhad'em partir, Pero Viviães
   (Linha 3): - Nom mi o digades, ca vos nom val rem,

- Por Deus, amiga, que pode seer, Galisteu Fernandes
   (Linha 24): - Se morrer, moira, ca nom dou eu rem

Por Deus, amigas, que será,, João Garcia de Guilhade
   (Linha 2): pois [j]á o mundo nom é rem,

Por Deus, que vos fez, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 4): rem contra vós, e que far[ei]?

Por Deus, senhor, e ora que farei, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 19): por tod'esto nom daria eu rem,

- Por meu amig', amiga, preguntar-, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 18): nom fazer rem que mi tenham por mal.

Por nom saberem qual bem desejei, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 5): que desej'o bem por que nom dou rem,

Por partir pesar que [eu] sempre vi, Estêvão da Guarda
   (Linha 20): ela per mim rem do que lh'é prazer.

Punhar quer'ora de fazer, Vasco Gil
   (Linha 8): que os nom pod'en guardar rem;

Quand'eu d'Olide saí, Pero da Ponte
   (Linha 14): crás nom é rem o jantar.

Quand'eu estou sem mia senhor, João Soares Somesso
   (Linha 6): que nunca lh'ouso dizer rem.

Quand'eu nom podia veer, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 10): nom cuidava teer en rem

Quand'eu um dia fui em Compostela, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 22): Eu nom sei rem que lhi dissess'ali;

Quand'hoj'eu vi per u podia ir, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 6): que nom vi rem e chamei muito Deus!

Quant'eu mais donas mui bem parecer, Rui Pais de Ribela
   (Linha 9): bem verá que cab'ela nom som rem;

Quantas coitas, senhor, sofri, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 7): come se nunca fosse rem.

Quant'há, senhor, que m'eu de vós parti, D. Dinis
   (Linha 9): que nom vi prazer nem pesar de rem;

Quanto durou este dia, Vasco Rodrigues de Calvelo
   (Linha 8): e nom há rem que detenha

Que grave coita que m'é [de] dizer, Martim Moxa
   (Linha 4): em vós e nom vos ous'en rem dizer.

Que mui de grad'eu querria fazer, Paio Gomes Charinho
   (Linha 17): com'eu perdi? E quando falo, rem

Que pret'esteve de me fazer bem, João Mendes de Briteiros
   (Linha 21): a vós que nom déssedes por mi rem.

Que sem mesura Deus é contra mi!, Vasco Gil
   (Linha 13): E des oimais nom pode El saber rem

Quem diz de Dom 'Stêvam que nom vê bem, João Soares Coelho
   (Linha 3): e [eu] mostrar-lh'-ei que nom disse rem

Quem hoj'houvesse, Lopo Lias
   (Linha 22): haver deu rem,

Quer'eu, amigas, o mundo loar, João Garcia de Guilhade
   (Linha 20): [já] nunca lhi Deus dê en'ele rem.

Quero-vos eu dizer, senhor, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 7): e nom dardes vós por mi rem.

Roga-m'hoje, filha, o voss'amigo, D. Dinis
   (Linha 14): nom vej'eu rem que vós i perçades,

Rogaria eu mia senhor, João Nunes Camanês
   (Linha 4): que lhe nom ouso falar rem

Sazom sei eu que nom ousei dizer, Pero Mendes da Fonseca
   (Linha 4): e ora já nom hei rem que temer,

Se Deus me valha, mia senhor, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 4): que o sandeu nom sabe rem

Se eu ousass'a Maior Gil dizer, Vasco Rodrigues de Calvelo
   (Linha 19): Mais de tod'esto nom lhe dig'eu rem,

Se eu soubesse, u eu primeiro vi, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 21): moir'eu e nom lhe posso rem dizer.

Se eu, amigos, u é mia senhor, João de Gaia
   (Linha 5): rem nom daria; mais, pois assi é

Sei eu, donas, que nom quer tam gram bem, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 24): mais nom poderom de mim rem haver.

Senhor de mi e do meu coraçom, Rodrigo Anes de Vasconcelos
   (Linha 22): E, mia senhor, nunca eu direi rem

Senhor do mui bom parecer, Pero Mafaldo
   (Linha 12): em mim e nom guaanhardes rem

Senhor fremosa do bom parecer, João Airas de Santiago
   (Linha 4): por vós, nom mi queredes rem dizer,

Senhor fremosa, des quando vos vi, Afonso Fernandes Cebolhilha
   (Linha 14): nem oir rem do que por vós sofri.

Senhor fremosa, grand'enveja hei, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 15): haja de mi - que nom hei de vós rem

Senhor fremosa, par Deus, gram razom, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 13): nom me quitará rem, eu ben'o sei,

Senhor fremosa, pois me nom queredes, Martim Soares
   (Linha 14): vivo, pois vós por meu mal rem nom dades.

Senhor fremosa, pois que Deus nom quer, Paio Gomes Charinho
   (Linha 30): vós nom vivera rem do que vivi:

- Senhor fremosa, si veja prazer, Martim Peres Alvim
   (Linha 9): pois vos nom vi, nom vi prazer de rem.

Senhor, que Deus mui melhor parecer, Rui Queimado
   (Linha 23): nunca vós i rem podedes perder

Sueir'Eanes, nunca eu terrei, Pero da Ponte
   (Linha 4): que de trobar nom sabíades rem;
   (Linha 9): pero nunca lhe vejo menguar rem;

Suer'Fernándiz, si veja plazer, Fernão Rodrigues Redondo ou Rodrigo Anes Redondo
   (Linha 9): pero nunca lhe vejo menguar rem;

Tam grave dia vos eu vi, Airas Engeitado
   (Linha 23): mais nunca vos rem pedirei.

Tam muit'há já que nom vi mia senhor, Rui Pais de Ribela
   (Linha 15): vee-la hom'e rem nom lhe dizer;

Tanto me senç'ora já coitado, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 3): nom haja rem de me valer;

Ũa dona de que falar oí, Pero Viviães
   (Linha 10): rem que me guarde de morte por en;

Um dia que vi mia senhor, Rui Pais de Ribela
   (Linha 6): que lhe nom pude rem dizer.

Vai meu amigo com el-rei morar, João Airas de Santiago
   (Linha 8): e [a] mia sanha non'a tem em rem;

Vedes, amigas, meu amigo vem, João Soares Coelho
   (Linha 4): e de tal preito nom sei end'eu rem;

Vedes, amigo, ond'hei gram pesar:, João Airas de Santiago
   (Linha 16): nunca lhis mais podem entender rem;

- Venh'eu a vós, mia senhor, por saber, João Lobeira
   (Linha 2): do que bem serve e nom falec'em rem

Vistes tal cousa, senhor, que mi avém, João Mendes de Briteiros
   (Linha 8): que rem nom vejo, par Deus, mia senhor;

Vivo coitad'em tal coita d'amor, Vasco Rodrigues de Calvelo
   (Linha 7): Vivo coitad'e sol nom dormio rem

Vi-vos, madre, com meu amig'aqui, D. Dinis
   (Linha 19): E, pero m'eu da fala nom sei rem,

Vós mi defendestes, senhor,, D. Dinis
   (Linha 2): que nunca vos dissesse rem
   (Linha 7): nom pode rem com el-rei adubar.

- Vós que soedes em corte morar, Martim Moxa ou Anónimo
   (Linha 7): nom pode rem com el-rei adubar.
   (Linha 38): que do vosso nom é cousa negada,

- Vós, Dom Josep, venho eu preguntar, Estêvão da Guarda, Josepe
   (Linha 38): que do vosso nom é cousa negada,

Vós, que vos em vossos cantares meu, D. Dinis
   (Linha 3): que nom dou eu por tal enfinta rem,

Vossa menag', amigo, nom é rem, João Baveca
   (Linha 1): Vossa menag', amigo, nom é rem,