GlossárioDe pram Significado: certamente, realmente |
Cantigas em que ocorre o termo A melhor dona que eu nunca vi, Fernão Garcia Esgaravunha (Linha 8): E bem creede, de pram, que é 'ssi, A mia senhor atanto lhe farei:, Fernão Gonçalves de Seabra (Linha 4): de pram, aquesto lhe nom sofrerei: A mia senhor, que eu por meu mal vi, Pero Mafaldo (Linha 14): os seus olhos, de pram, por bem dos meus, A um corretor que vi, Estêvão da Guarda (Linha 12): E disse-m'el: - Sei eu, de pram, Abadessa, Nostro Senhor, Gonçalo Anes do Vinhal (Linha 9): de gram lazeira, sei de pram; (Linha 26): ca ũa rem sei eu dela, de pram: - Abril Pérez, muit'hei eu gram pesar, Abril Peres, Bernal de Bonaval (Linha 26): ca ũa rem sei eu dela, de pram: Agora m'hei eu a partir, João Soares Somesso (Linha 13): de pram, de morte perdê-l'-á, Ai amiga, sempr'havedes sabor, Pero Mafaldo (Linha 5): farei-lh'eu bem; mais de pram nom farei Ai madr', o meu amigo morr'assi, Rui Martins de Ulveira (Linha 12): pois el morrer por mi, por el, de pram. Ai mia senhor! sempr'eu esto temi, Fernão Figueira de Lemos (Linha 7): Coita, de pram, já eu nom perderei, Amigas, o meu amigo, João Garcia de Guilhade (Linha 7): De pram todas vós sabedes Amor faz a mim amar tal senhor, Airas Nunes (Linha 23): Ca trob'e canto por senhor, de pram, Ando coitado por veer, João Lopes de Ulhoa (Linha 19): Pero sei eu dela, de pram, As graves coitas, a quen'as Deus dar, João Soares Coelho (Linha 26): Ca, de pram, moiro, querendo-lhe bem, Coit'haveria, se de mia senhor, João Lopes de Ulhoa (Linha 13): Nom andaria mais ledo, de pram, Coitada sejo no meu coraçom, Vasco Peres Pardal (Linha 6): que, se morrer, por mi morre de pram. Com gram coita sol nom posso dormir, Pero de Armea (Linha 4): sofro de pram e nom posso guarir, Com gram coita, rogar que m'ajudasse, João Velho de Pedrogães (Linha 6): e poilo sobre mim filhei, de pram, De mia senhor direi-vos que mi avém:, Rui Queimado (Linha 8): já o dormir; e, de pram, perderei Desejand'eu vós, mia senhor, João Soares Somesso (Linha 5): que sei, de pram, que, pois morrer, Desmentido m'há 'qui um trobador, João Soares Coelho (Linha 7): Ca, de pram, a fez parecer melhor Deu'lo sab'hoje, mia senhor, Vasco Praga de Sandim (Linha 3): de pram) ca vos quer'eu melhor Disserom-vos, fremosa mia senhor, Rui Martins de Ulveira (Linha 14): per i mal vosco dizem-no, de pram, Dom Estêvam, tam de mal talam, Airas Peres Vuitorom (Linha 11): mal serviço faz hom'em vós, de pram; Domingas Eanes houve sa baralha, Afonso X (Linha 5): e, de pram, venceu bõo cavaleiro; Dona Ouroana, pois já besta havedes, João Garcia de Guilhade (Linha 19): e mentr'houverdes a besta, de pram, Donzela, quem quer que poser femença, Estêvão da Guarda (Linha 16): nem de tal logar come vós, de pram, (Linha 7): mais del seer peior, de pram, [...] E pero Deus há gram poder, Afonso Anes do Cotom ou Pero Viviães (Linha 7): mais del seer peior, de pram, Em que afã que hoje viv'! E sei, João Lopes de Ulhoa (Linha 8): Ca me dá coita! - que, de pram, bem sei Entend'eu bem, senhor, que faz mal sem, Paio Soares de Taveirós (Linha 19): E, de pram, segundo meu conhoscer, Entend'eu, amiga, per bõa fé, João Airas de Santiago (Linha 7): E, amiga, de pram, u nom jaz al, Estes com que eu venho preguntei, Lourenço (Linha 7): Mais de pram nom lhe-lo poss'eu creer Fernam Díaz é aqui, como vistes, Airas Peres Vuitorom (Linha 11): e por este casamento [d]el, de pram, Fez ũa cantiga d'amor, Juião Bolseiro (Linha 10): mais, de pram, por xe mi matar, Fez meu amigo gram pesar a mi, João Garcia de Guilhade (Linha 13): Este perdom foi de guisa, de pram, Foi-s'o namorado, madr', e nom o vejo, Paio Calvo (Linha 9): De pram com mentira | mi andava sem falha, Hoje quer'eu meu amigo veer, João Soares Coelho (Linha 3): veer mia madr', e de pram vee-lo-ei, Já eu sempre mentre viva for, viverei mui coitada, João Lopes de Ulhoa (Linha 9): El de pram que esto cuida: que éste migo perdudo; Já foi sazom que eu cuidei, João Soares Somesso (Linha 26): por mia senhor; que sei, de pram, Já lhi nunca pediram, Afonso Mendes de Besteiros (Linha 5): e foi-o vender, de pram, Já m'eu, senhor, houve sazom, João Soares Somesso (Linha 21): de pram, morrerei, se m'en for. Joam Baveca e Pero d'Ambrõa, Pedro Amigo de Sevilha (Linha 17): e pelejarom sobr'esto de pram (Linha 4): tenh'eu de pram de vós que o sabedes, - Joam Baveca, fé que vós devedes, João Baveca, Pero Garcia de Ambroa (Linha 4): tenh'eu de pram de vós que o sabedes, Joam Fernández, o mund'é torvado, João Soares Coelho (Linha 2): e, de pram, cuidamos que quer fiir: (Linha 1): - Joam Soárez, de pram as melhores - Joam Soárez, de pram as melhores, João Soares Coelho, Juião Bolseiro (Linha 1): - Joam Soárez, de pram as melhores Jograr Sac', eu entendi, Fernão Pais de Tamalhancos (Linha 7): Gram medida é, de pram; Luzia Sánchez, jazedes em gram falha, João Soares Coelho (Linha 15): e, de pram, semelha mais morta ca viva, Maestre, tôdolos vossos cantares, Gonçalo Anes do Vinhal (Linha 25): E gram careza fezestes, de pram; Maior Garcia est homiziada, Pero Garcia de Ambroa (Linha 2): que tanto guarda seu corpo, de pram, Maria Pérez, and'eu mui coitado, Pero Mafaldo (Linha 2): por vós, de pram, mais ca por outra rem, Marinha López, oimais, a seu grado, Pero da Ponte (Linha 13): de pram Deus lhi mostrou aquel logar: Meu amig'é daquend'ido, Gonçalo Anes do Vinhal (Linha 11): O que sei de pram que morre Meu Senhor Deus, venho-vos eu rogar, Fernão Garcia Esgaravunha (Linha 13): E bem sei eu, de pram, ca se fezer Meus amigos, muit'estava eu bem, João Vasques de Talaveira (Linha 15): viver no mund'; e, de pram, est assi: Meus amigos, quero-vos eu dizer, Pero de Armea (Linha 9): em mi, de pram, desejando seu bem; Meus amigos, tam desaventurado, Pedro Amigo de Sevilha (Linha 8): [Ca] esta dona de pram há jurado, Mias amigas, quero-m'eu des aqui, Pero de Armea (Linha 8): o maior bem, de pram, que eu poder, Moir'eu e praz-me, se Deus me perdom!, Pero Garcia Burgalês (Linha 19): ca sei de pram que pois eu morto for, Muito per há já gram sazom, Fernão Rodrigues de Calheiros (Linha 10): mais pois m'eu dela vim, de pram, Muitos dizem que perderám, João Soares Somesso (Linha 13): ou, de pram, amor non'os tem Nom soube que x'era pesar, Vasco Gil (Linha 14): o al nom lh'é coita, de pram! Nostro Senhor! e ora que será, Rui Queimado (Linha 6): Ca, de pram, nẽum conselho nom hei, Nostro Senhor, e como poderei, Martim de Caldas (Linha 10): e, se s'e[l] for, serei morta, de pram, Nostro Senhor, que eu sempre roguei, Fernão Velho (Linha 19): com que moira, ca de pram al nom sei Noutro dia, em Carrion, Pero da Ponte (Linha 12): que hoj'eu nom cômia, de pram, Nulh'home nom pode saber, Fernão Padrom (Linha 21): que lhes possa prazer, de pram. Nunc'assi home de senhor, Rui Pais de Ribela (Linha 15): bem lhe cuid'eu dizer, de pram; Nunca fiz cousa de que me tam bem, Rui Queimado (Linha 5): ca, de pram, quanto no mundo durei, O infançom houv'atal, Lopo Lias (Linha 15): e de pram andarom i O meu amigo, que me mui gram bem, Rui Queimado (Linha 9): assanhou-s'el, e de pram bem cuidou O que Valença conquereu, Pero da Ponte (Linha 9): por haver Valença, de pram; Oimais nom há rem que mi gradecer, Afonso Mendes de Besteiros (Linha 4): ca, de pram, assi me tem em poder Oimais nom sei eu, mia senhor, Rui Gomes, o Freire (Linha 17): E pois a vós pesa, de pram, Os que nom amam nem sabem d'amor, João Baveca (Linha 24): seend'ant'elas, e mentem de pram; Ouç'eu muitos d'Amor que[i]xar, Estêvão da Guarda (Linha 14): pero vej'eu muitos, de pram, Par Deus, amiga, quant'eu receei, Gonçalo Anes do Vinhal (Linha 23): por mi, de pram; e, do que m'é peior, Par Deus, infançom, queredes perder, João Garcia de Guilhade (Linha 5): ca vos mandarom a capa, de pram, Par Deus, senhor, sei eu mui bem, Vasco Praga de Sandim (Linha 15): e sei que vos faço, de pram, Parti-m'eu de vós, mia senhor, João Vasques de Talaveira (Linha 14): fezo-me sempr'haver, de pram, Pedi eu o cono a ũa molher, Pero Garcia de Ambroa (Linha 9): mui mais ca o vosso cono, de pram; Penhoremos o daiam, Afonso X (Linha 14): de penhorar lh'hei, de pram, Per bõa fé, fremosa mia senhor, Vasco Praga de Sandim (Linha 19): u vos veja; que, de pram, morrerei, Per bõa fé, meu coraçom, Vasco Praga de Sandim (Linha 20): ca, de pram, mi a cuidei veer (Linha 20): porque [de pram] nom podia Pero Colhos é deitado, João Fernandes de Ardeleiro ou Mem Rodrigues de Briteiros (Linha 20): porque [de pram] nom podia Pero d'Ambroa prometeu, de pram, João Baveca (Linha 1): Pero d'Ambroa prometeu, de pram, (Linha 2): ou [de] pram essa cabeça nom é - Pero da Ponte, ou eu nom vejo bem, Pero da Ponte, Afonso Anes do Cotom (Linha 2): ou [de] pram essa cabeça nom é Pero eu dixe, mia senhor, Afonso Sanches (Linha 10): pois outro bem de vós, de pram, Pois tam muit'há que mia senhor nom vi, Fernão Fernandes Cogominho (Linha 14): bem devo, de pram, a sofrer qualquer Por Deus, amig', e que será de mi, Pero da Ponte (Linha 10): ca bom conselho nom sei i de pram, - Por Deus, amiga, que pode seer, Galisteu Fernandes (Linha 16): se voss'amor nom pod'haver, de pram, Por Dom Foam em sa casa comer, Pero Viviães (Linha 19): nem mal nem bem nom er tem i de pram, Por mia senhor fremosa quer'eu bem, Rui Queimado (Linha 15): Ca, de pram, est'é hoj'o mais de bem Preguntam-me por que ando sandeu, Nuno Fernandes Torneol (Linha 8): Nem mais fremosa, lhes direi, de pram, Quando vos eu, meu amig'e meu bem, Vasco Praga de Sandim (Linha 14): pois nom dorm'eu com eles? E de pram Quantas coitas, senhor, sofri, Rui Fernandes de Santiago (Linha 17): a nembrar-lh'havia, de pram; Quantos aqui d'Espanha som, Paio Soares de Taveirós (Linha 19): E, de pram, est est'o maior Que muit'há já que a terra nom vi, Pero Garcia Burgalês (Linha 11): meus amigos, ca, de pram, [n]a maior Que prol vos há ‘vós, mia senhor, Nuno Fernandes Torneol (Linha 13): (e éste mui grande, de pram). Que razom cuidades vós, mia senhor, D. Dinis (Linha 15): Ca, de pram, Deus nom vos perdoará Quem bõa dona gram bem quer, João Soares Somesso (Linha 2): de pram, todo dev'a sofrer Quer'eu, amigas, o mundo loar, João Garcia de Guilhade (Linha 7): O paraíso bõo x'é, de pram, Sanhud'and[ad]es, amigo, João Garcia de Guilhade (Linha 7): De pram nom som [eu] tam louca Se eu, amiga, quero fazer bem, Rodrigo Anes de Vasconcelos (Linha 19): ca lhis direi: - Mias amigas, de pram, Se vós, Dom Foão, dizedes, Estêvão da Guarda (Linha 24): filha d'algo, e bem de pram. Sej'eu fremosa com mui gram pesar, Pero de Armea (Linha 7): E bem sei [eu] de pram que por meu mal Senhor de mi e do meu coraçom, Rodrigo Anes de Vasconcelos (Linha 18): Poilo dizedes, assi é, de pram; Senhor fremosa, par Deus, gram razom, Vasco Praga de Sandim (Linha 10): ca, de pram, vos hei maior bem querer Senhor, eu vos quer'ũa rem dizer, Vasco Praga de Sandim (Linha 16): de pram, nom vos devíades queixar Senhor, o gram mal e o gram pesar, João Soares Coelho (Linha 4): que por vós sofro, morte m'é, de pram, Senhor, que grav'hoj'a mi é, Afonso Lopes de Baião (Linha 3): Ca sei, de pram, pois m'eu partir, Sueir'Eanes, um vosso cantar, Afonso Anes do Cotom (Linha 13): E dix'eu: - De pram, nom diss'el assi, Tam muito mal mi fazedes, senhor, D. Dinis (Linha 15): que morrerei com tanto mal, de pram, Tant'é Meliom pecador, D. Dinis (Linha 10): que eu sõo certo, de pram, Tantas mínguas acham a Dom Foam, Gil Peres Conde (Linha 5): armas, cavalos, verdad'é, de pram, Tanto me senç'ora já coitado, Vasco Praga de Sandim (Linha 19): E Amor, de pram, m'em guisa tem Tod'home que Deus faz morar, Fernão Garcia Esgaravunha (Linha 10): de gram coita, ca, de pram, tem U m'eu parti d'u m'eu parti, João Garcia de Guilhade (Linha 16): de pram ceguei eu log'entom, U noutro dia Dom Foam, D. Dinis (Linha 4): bõa razom mi deu de pram Ũa dona foi de pram, Gonçalo Anes do Vinhal (Linha 1): Ũa dona foi de pram Veerom-me meus amigos dizer, Mem Rodrigues de Briteiros (Linha 21): seerá já sem meu grado, de pram. Vistes tal cousa, senhor, que mi avém, João Mendes de Briteiros (Linha 7): Ceg'eu de pram daquestes olhos meus, Vós que mi assi coitades, mia senhor, Vasco Praga de Sandim (Linha 3): de pram, cuidades que algum poder |

