Glossário

Por en


Significado: por isso

Cantigas em que ocorre o termo



A Deus gradesco, mia senhor, Anónimo 4
   (Linha 16): seredes senhor; e por en

A Dom Foam quer'eu gram mal, João Garcia de Guilhade
   (Linha 10): mais, sequer que moira por en,

A dona que home , Paio Gomes Charinho
   (Linha 10): e de morrer por en gram dereit'é,

A guarir nom hei per rem , Rui Pais de Ribela
   (Linha 7): mais Deus mi a mostre por en

À lealdade da Bezerra, que pela Beira muit'anda,, Airas Peres Vuitorom
   (Linha 6): por en diz ca nom é torto de vender hom'o castelo.

A mais fremosa de quantas vejo, Anónimo de Santarém
   (Linha 10): e perder-t'-ias por en comigo:

A meu amigo, que eu sempr'amei, João Garcia
   (Linha 10): mais eu, sandia, que lhe fiz por en?

A mia senhor já lh'eu muito neguei, João Garcia de Guilhade
   (Linha 15): e eu morrerei por en des aqui,

A mia senhor, que por mal destes meus, Paio Gomes Charinho
   (Linha 9): perdi por en coita do coraçom,

A que vos fui, senhor, dizer por mi, Fernão Garcia Esgaravunha
   (Linha 9): por en serei sempr'[a] Deus rogador,

A vossa mesura, senhor, Gomes Garcia
   (Linha 17): e a desmesura por en

Abadessa, Nostro Senhor, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 15): Hajades por en galardom

Achou-s'um bispo que eu sei um dia, Airas Nunes
   (Linha 12): e por en, se me algur convosco achar

Agora m'hei eu a partir, João Soares Somesso
   (Linha 6): por en migo que morrerá,

Ai Deus! e quem mi tolherá, Bernal de Bonaval
   (Linha 21): por en gram bem mi per fará

Ai Deus! Que grave coita de sofrer:, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 14): porque desejo mia mort', e Por en

Ai eu! que mal dia naci, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 14): por en, que culpa nom hei i.

Ai Justiça, mal fazedes, que nom, João Airas de Santiago
   (Linha 17): foi-o ela logo matar por en,

Ai madr,'o que eu quero bem, João Soares Coelho
   (Linha 4): que dizem que morre por en;

- Ai madr', o que me namorou, Pero da Ponte
   (Linha 18): outorgade-lho e, por en,

Ai meu amig'e lume destes meus, Martim de Caldas
   (Linha 16): perder-vos-edes comigo por en,

- Ai meu amig'e meu lum'e meu bem, Afonso Anes do Cotom
   (Linha 2): vejo-vos ora mui trist'e por en

Ai mia madre, sempre vos eu roguei, Nuno Peres Sandeu
   (Linha 4): e direi-vos que vos por en farei:

Ai mia senhor e meu lum'e meu bem!, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 7): come vós, e confonda-me por en!

Algũa vez dix'eu em meu cantar, Martim Moxa
   (Linha 20): por en nom trobo, ca nom m'é mester;

Algum bem mi deve ced'a fazer, João Airas de Santiago
   (Linha 18): por en faz mal, quant'é meu conhocer,

Alvar [Rodriguiz] vej'eu agravar, Estêvão da Guarda
   (Linha 11): por en quer-s'ir a seu tempo passar

Álvar Rodríguez, monteiro maior, Pedro, conde de Barcelos
   (Linha 9): por en quer ir sa guarida buscar,

Amiga, muit'há gram sazom, D. Dinis
   (Linha 16): e por en mil vezes cuid'eu

Amiga, quem vos [ama], D. Dinis
   (Linha 6): por en já morrerá

Amigas, quando se quitou, Estêvão Travanca
   (Linha 19): E, se o por en perdud'hei,

Amig'e fals'e desleal, D. Dinis
   (Linha 10): e por en creede per mim

Amigo, mal soubestes encobrir, João Baveca
   (Linha 9): sem meu gram dan', e perdestes por en

- Amigo, mando-vos migo falar, Pero de Armea
   (Linha 16): vos dê sempre mui bom grado por en

Amigos, cuid'eu que Nostro Senhor, Martim Moxa
   (Linha 7): por en nom hei da mia morte pavor.

Amigos, nunca mereceu, Afonso Mendes de Besteiros
   (Linha 4): mais ando-me por en sandeu:

Amor, a ti me ven[h]'ora queixar, Fernando Esquio
   (Linha 13): Amor, castiga-te desto por en:

Amor, bem sei o que m'ora faredes, Bernal de Bonaval
   (Linha 6): Por en vos rog', Amor, que me leixedes

Amor, des que m'a vós cheguei, Anónimo
   (Linha 29): e por en vos rog'eu, Amor,

Anda triste o meu amigo, Estêvão Reimondo
   (Linha 14): mia madr', e anda por en coitado

Ando coitado por veer, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 16): e por en vou aquel buscar!

Aquestas coitas que de sofrer hei, Rodrigo Anes de Vasconcelos
   (Linha 4): coitas sofredes; e por en nom sei

Assanhei-m'eu muit'a meu amigo, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 4): assanho-me-lhi por en.

Assanhou-s'o meu amigo, Pero de Berdia
   (Linha 5): e por en, se quiser, ande

Assaz entendedes vós, mia senhor, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 3): pero nom me fazedes vós por en

Assi and'eu por serviço que fiz, Gil Peres Conde
   (Linha 19): seu conhocer contra mi; e por en

Assi me trax coitado, D. Dinis
   (Linha 19): ca mim nem al; por en conor-

Atender quer'eu mandado que m'enviou meu amigo, João de Requeixo
   (Linha 3): e por en tenh'eu que venha;

Bem entendi, meu amigo, D. Dinis
   (Linha 19): e por en seede certo

Boa senhor, o que me foi miscrar, Pero Anes Marinho
   (Linha 6): senom a vós, quero morrer por en.

Chegou-m', amiga, recado, D. Dinis
   (Linha 5): e and'eu leda por en

Cirola vi [eu] andar-se queixando, Afonso X
   (Linha 7): por en faz mal d'andar-s'assi queixando.

Coitada viv', amigo, porque vos nom vejo, D. Dinis
   (Linha 3): de me veer e mi falar, e por en sejo

Com coitas d'amor, se Deus mi perdom, João Airas de Santiago
   (Linha 14): posso dizer mias coitas, e por en

Com vossa graça, mia senhor, Fernão Pais de Tamalhancos
   (Linha 23): foste'la cinta; por en nom

Como morreu quem nunca bem , Paio Soares de Taveirós
   (Linha 4): dela, e foi morto por en:

Como vós sodes, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 13): ca me vos nom quit'eu por en

Cuidava-m'eu, quando nom entendia, Paio Soares de Taveirós
   (Linha 22): Por en, senhor, cousimento seria

D'um home sei eu de mui bom logar, Gil Peres Conde
   (Linha 4): ant'anda mui mais viçoso por en;

De coita grand'e de pesar, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 11): Deus, assi viverei por en.

De grado querria ora saber, Afonso X
   (Linha 18): que sejam deles por en namoradas.

De me preguntar ham sabor, João Airas de Santiago
   (Linha 2): muitos, e dizem-mi por en

De mi valerdes seria, senhor, D. Dinis
   (Linha 11): e sofr'eu mal de que moir', e por en

De mort'é o mal que me vem, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 10): por en, se dela bem nom hei,

De quant'eu sempre desejei, João Soares Somesso
   (Linha 14): que lh'haverá a morrer por en.

De quant[o] hoj'eno mundo querria, João Servando
   (Linha 13): E por en serei já sempre do seu lado,

De quantas cousas eno mundo som, Paio Gomes Charinho
   (Linha 30): que o mar há, há el-rei; e por en

De quantos mui coitados som, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 26): Pero nom querria por en

De vos servir, mia senhor, nom me val, Afonso Sanches
   (Linha 4): que nunca m'al faredes; e por en,

De vós, senhor, querria eu saber, João Nunes Camanês
   (Linha 7): e pois nom moiro, venh'a vós por en

Des quando vos fostes daqui, Nuno Trez
   (Linha 11): e mui triste por en fiquei

Des que eu vi , Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 14): end'e por en

Desej'eu bem haver de mia senhor, João Airas de Santiago
   (Linha 10): por en desejo no meu coraçom

Desejand'eu vós, mia senhor, João Soares Somesso
   (Linha 8): E por en e por voss'amor

Deste mund'outro bem nom querria, Rui Queimado
   (Linha 26): em gram pavor de m'estranhar por en.

(Deus te salve, Gloriosa), Afonso X
   (Linha 9): virgem, e por en sobiste

Disserom-mi ca se queria ir, João Servando
   (Linha 14): e rogo a Deus que lhi dia por en

Diz meu amigo que me serve bem, Gomes Garcia
   (Linha 4): sem meu grado; mais farei-lh'eu por en,

Diz, amiga, o que mi gram bem quer, João Airas de Santiago
   (Linha 10): mais diz que fale conmig', e por en,

Dizem-mi a mi quantos amigos hei, João Airas de Santiago
   (Linha 10): mais de tal guisa lhis dig'eu por en:

Do meu amig', a que eu quero bem, Pero de Ver
   (Linha 8): por en guisarom que nom podesse

Do que bem serve sempr'oí dizer, Estêvão da Guarda
   (Linha 6): eu razom hei de lhi por en pidir

Do que eu quigi, per sabedoria, Estêvão da Guarda
   (Linha 16): Alvar Rodriguiz que por en tirar

Dom Estêvam, oí por vós dizer, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 28): de vós, e guardam-na por en melhor.

Dom Gonçalo, pois queredes ir daqui pera Sevilha, Afonso X
   (Linha 8): e por en [eu] vo-lo juro muit'a firmes e afio:

Dom Marco, vej'eu muito queixar, Rui Queimado
   (Linha 6): jura que o confonda Deus por en

Dom Tisso Pérez, queria hoj'eu, Pero da Ponte
   (Linha 14): e eu por en já mi assanhando vou

Dom Vuitorom, o que vos a vós deu, João Soares Coelho
   (Linha 6): e se vos el fez juiz por en,

Donas, fezerom ir daqui, João Garcia
   (Linha 19): [E] venha-lhi pesar por en

Donzela, quem quer que poser femença, Estêvão da Guarda
   (Linha 19): por en vos compre, se casar cuidades,
   (Linha 12): haver per rem. Por en, por Deus,

[...] E pero Deus há gram poder, Afonso Anes do Cotom ou Pero Viviães
   (Linha 12): haver per rem. Por en, por Deus,

Eia, senhor, aque-vos mim aqui!, João Mendes de Briteiros
   (Linha 5): por en, senhor, mais val d'eu ir daquém
   (Linha 13): se prazer tomades; por en,

Em gram coita vivo, senhor, Nuno Rodrigues de Candarei  ou João de Gaia
   (Linha 13): se prazer tomades; por en,

Em gram coita vivo, senhor, Nuno Rodrigues de Candarei
   (Linha 21): se hei por en mort'a prender?

Em outro dia em Sam Salvador, Sancho Sanches
   (Linha 10): que vos diga, houvi a morrer por en,

Em que afã que hoje viv'! E sei, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 13): senom por morte que me dê por en

Estes que agora, madre, aqui som, Estêvão Fernandes d'Elvas
   (Linha 10): pois que me vissem, que nunca por en

Estranho mal e estranho pesar, João Mendes de Briteiros
   (Linha 9): E por en sempre todo[s] m'estranhar

Eu, louçana, enquant'eu viva for, Martim Padrozelos
   (Linha 11): E direi-vos que lhi farei por en:

Eu, que nova senhor filhei , Osoiro Anes
   (Linha 11): Por en lhi direi ũa vez:

Falou-m'hoj'o meu amigo, D. Dinis
   (Linha 18): por en de mi vos doede";

Fernand'Escalho leixei mal doente, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 9): com aquest'olho mao; e por en,

Fernand'Escalho vi eu cantar bem, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 7): e perdeu todo o cantar por en.

Fiz meu cantar e loei mia senhor, Rui Queimado
   (Linha 6): e a quem façam muito mal por en:

Foi-s'um dia meu amigo daqui, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 5): ca morre agora por mi e por en,

Fui eu poer a mão noutro di-, Afonso X
   (Linha 29): E por en, ai Jesu Cristo, Senhor,

Fui hoj'eu, madre, veer meu amigo, Juião Bolseiro
   (Linha 2): que envio[u] muito rogar por en,

Gram coita sofr'e vou-a negando, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 10): que cuid'em al; e por en me faço

Gram temp'há, meu amigo, que nom quis Deus, D. Dinis
   (Linha 15): ca o partiu mia madr[e], e fez por en

Havedes vós, amiga, guisado, Pero Dornelas
   (Linha 9): i, e por en catou quem rogasse,

Houvi agora de mia prol gram sabor, João Airas de Santiago
   (Linha 2): mia senhor, e conse[l]hou-me por en

Ir-vos queredes, e nom hei poder, João Airas de Santiago
   (Linha 14): e fico eu mui coitada por en;

Ir-vos queredes, mia senhor, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 15): que me dê mia morte por en,

Já eu nom hei oimais por que temer, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 6): eu atendia no mund'; e por en

Já eu nom hei por quem trobar, Gil Peres Conde
   (Linha 4): por en mi míngua razom,

Já eu sempre mentre viva for, viverei mui coitada, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 6): pois que mi o nom merecera, e foi-se por en coitado
   (Linha 20): e dizerdes das outras mal por en,

- Joan'Airas, ora vej'eu que há, João Vasques de Talaveira, João Airas de Santiago
   (Linha 20): e dizerdes das outras mal por en,
   (Linha 10): senom bem feit'e igual; e por en

- Joam Baveca, fé que vós devedes, Pero Garcia de Ambroa , João Baveca
   (Linha 10): senom bem feit'e igual; e por en

Joam Soares, pero vós teedes, Airas Peres Vuitorom
   (Linha 16): nom daríamos nós nada por en,
   (Linha 12): e veerom por en comig'entençar,

- Lourenço, soías tu guarecer, João Peres de Aboim, Lourenço
   (Linha 12): e veerom por en comig'entençar,

Madr', enviou-vo'lo meu amigo, Martim Padrozelos
   (Linha 9): nunca lho quix pois naci, e por en

Madre, pois nom posso veer, Nuno Peres Sandeu
   (Linha 3): que morrerei cedo por en;

- Madre, quer'hoj eu ir veer, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 17): e i-lo-ei veer por en,

Maestre, tôdolos vossos cantares, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 12): nom trobaríades peior por en;

Mal conselhado que fui, mia senhor, Martim Soares
   (Linha 19): e, mal pecado!, nom moir'eu por en,

Mandad'hei migo qual eu desejei, Martim de Caldas
   (Linha 13): E por en sei ca mi quer bem fazer

Maria Balteira, que se queria, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 11): [Diss'ela]: - Por en vos mand'eu catar

Maria Pérez se maenfestou, Fernão Velho
   (Linha 9): pecador muit', e por en rogador

Marinha Crespa, sabedes filhar, Pero da Ponte
   (Linha 4): de vós; e por en diz o verv'antigo:

Mentre nom soube por mim mia senhor, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 19): e por en sei eu bem, per bõa fé,

Mesura seria, senhor, D. Dinis
   (Linha 13): por en querede-vos doer

Meu amig'e meu bem e meu amor, João Airas de Santiago
   (Linha 4): e por en rog'eu a Nostro Senhor

Meu amig', u eu sejo, D. Dinis
   (Linha 4): e por en vivo coitada

Meu amigo sei ca se foi daqui, Galisteu Fernandes
   (Linha 13): del, amigas, e and'ora por en

Meu senhor rei de Castela, João Airas de Santiago
   (Linha 7): quer-m'ora por en matar.

Meus amigos, direi-vos que m'avém, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 11): de a veer, amigos, que por en,

Meus amigos, muito mi praz d'Amor, Fernão Velho
   (Linha 5): e por en quanto m'el quiser matar
   (Linha 5): morrerei eu, meus amigos, por en,

Meus amigos, pese-vos do meu mal , Vasco Rodrigues de Calvelo, Vasco Rodrigues de Calvelo
   (Linha 17): morrerei eu, meus amigos, por en,

Mia madre, pois [a]tal é vosso sem, João Airas de Santiago
   (Linha 3): e me vós roguedes muito por en,

Morr'o meu amigo d'amor, João Garcia de Guilhade
   (Linha 3): e el mi diz logo por en

Mui gram poder há sobre mim Amor, Bonifaci Calvo
   (Linha 14): há que a quis e desejei por en.

Muit'ando triste no meu coraçom, João Vasques de Talaveira
   (Linha 19): E quando m'eu de vós partir por en

Muitas vezes em meu cuidar, João Soares Somesso
   (Linha 12): que me quer mui gram mal por en;

Muito bem mi podia Amor fazer, Vasco Peres Pardal
   (Linha 10): e, se al digo, faz-m'esto por en,

Muitos a que Deus quis dar mui bom sem, Pero Guterres
   (Linha 14): gram desamor que m'ela por en tem.

Muitos me dizem que servi doado, Afonso Sanches
   (Linha 6): nom é doado, pois me deu por en

Muitos me preguntam, per bõa fé, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 4): e por en hei a todos a dizer

Natura das animalhas, Pedro, conde de Barcelos
   (Linha 14): e por en me maravilho

Neguei mia coita des ũa sazom, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 10): enos cantares que eu fiz por en

Nom sei como me salv'a mia senhor, D. Dinis
   (Linha 16): julgar-m'-á por en por traedor seu,

Nom tenh'eu que coitados som, João Soares Somesso
   (Linha 10): e querem-xe viver por en.

Nostro Senhor Deus! Que prol vos tem ora, Pero da Ponte
   (Linha 9): Que pouc'home por en prezar devia

Nostro Senhor! e ora que será, Pero Dornelas
   (Linha 3): que viv'e cuida por en ser sandeu

Nostro Senhor! e por que foi veer, Airas Nunes
   (Linha 7): nom leixarei de a servir por en.

Nostro Senhor! que nom fui guardado, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 17): - que me deviam a preçar por en,
   (Linha 17): se Lh'algum tempo fiz pesar, por en

Nostro Senhor, que mi a mim faz amar , Anónimo ou João Peres de Aboim
   (Linha 17): se Lh'algum tempo fiz pesar, por en

Nunca bom grad'Amor haja de mi, Martim Soares
   (Linha 8): Por en me leixa viver des aqui

Nunca Deus quis nulha cousa gram bem, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 8): Mais enquant'eu já vivo for, por en

O anel do meu amigo, Pero Gonçalves de Portocarreiro
   (Linha 8): por en chor'eu, dona virgo,

O gram prazer e gram viç'em cuidar, Martim Moxa
   (Linha 25): del e de mim, poilo viss'; e por en

O infançom houv'atal, Lopo Lias
   (Linha 11): e por en lhi cantarei.

O meu amig', amiga, nom quer'eu, D. Dinis
   (Linha 9): que lh'haveriam d'entender por en

O meu amigo, que [eu] sempr'amei, João Vasques de Talaveira
   (Linha 16): que nunca dormi, e guisei por en

O por que sempre mia madre roguei, João Peres de Aboim
   (Linha 7): Pês a quem quer e mate-se por en,

O que seja no pavio, João Fernandes de Ardeleiro
   (Linha 27): e por en quanto tem dá-o,

O que soía, mia filha, morrer, João Airas de Santiago
   (Linha 6): e veredes home morrer por en.

O voss'amig', ai amiga, D. Dinis
   (Linha 15): filhar, e por en vos digo

Ogan', em Muïmenta, João Soares Somesso
   (Linha 23): cedo moira por en

Oí d'Alvelo que era casado, Afonso Lopes de Baião
   (Linha 7): e por en creo que nom é casado.

Oimais nom sei eu, mia senhor, Rui Gomes, o Freire
   (Linha 14): a querer, sem grad'; e por en

Ora quer Lourenço guarir, João Garcia de Guilhade
   (Linha 13): e nõn'o ferriam por en

Ora tenh'eu que hei razom, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 5): de me fazer melhor por en

Ora vej'eu que fiz mui gram folia, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 9): mort'a prender, per bõa fé, por en,

Ora vej'eu que me nom fará bem, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 4): Pero sei eu que lhe farei por en:

Os d'Aragom, que soem donear, Caldeirom
   (Linha 24): se s'en queixar [por en], busque-me liça.

Os que dizem que veem bem e mal, João Airas de Santiago
   (Linha 11): e por en dig'eu a Nostro Senhor

Os que mui gram pesar virom, assi, Rui Pais de Ribela
   (Linha 3): porque sei eu ca morrerom por en,

Paai Rengel e outros dous romeus, Afonso Anes do Cotom
   (Linha 19): e guarecerom de morte por en:

Par Deus, amiga, quant'eu receei, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 8): a meu pesar, e morrerá por en.

Par Deus, amigo, muit'há gram sazom, João Nunes Camanês
   (Linha 5): nunca vos viss', e nem vos vi por en,

Par Deus, senhor, Afonso X
   (Linha 15): perdi por en,

Par Deus, senhor, de grado queria, Paio Gomes Charinho
   (Linha 12): por en rog'a Deus que me valha i,

Par Deus, senhor, gram dereito per é, Airas Veaz
   (Linha 6): nem quanto mal me pois por en verria.

Par Deus, senhor, já eu nom hei poder, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 13): E a vós praz de coraçom por en,

Pedi eu o cono a ũa molher, Pero Garcia de Ambroa
   (Linha 12): por en devedes do cono fazer
   (Linha 18): que lhe peitarom grand'algo por en,

- Pedr'Amigo, quero de vós saber, Pedro Amigo de Sevilha, Vasco Peres Pardal
   (Linha 18): que lhe peitarom grand'algo por en,

Per bõa fé, meu coraçom, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 16): de me por en a vós queixar,

Per com'Amor leixa viver, João Soares Somesso
   (Linha 7): por en me nom leixa morrer.
   (Linha 9): com'a mi faz, por en me fôra bem,
   (Linha 9): com'a mi faz, por en me fôra bem,
   (Linha 15): por en querria, si Deus me perdom!,

Per mi sei eu o poder que Amor, Anónimo 2 ou João Peres de Aboim ou Anónimo 2 ou João Peres de Aboim
   (Linha 15): por en querria, si Deus me perdom!,

Pero d'Ambroa, haveredes pesar, Pero Mafaldo
   (Linha 13): senom os dentes lhi quitem por en;

Pero d'Ambroa, sempr'oí cantar, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 11): por en têm que tamanho perdom

Pero da Pont'há feito gram pecado, Afonso X
   (Linha 7): E por en foi Cotom mal dia nado

Pero eu dixe, mia senhor, Afonso Sanches
   (Linha 9): por vós, mia senhor, e por en,

Pero eu dizer quisesse, D. Dinis
   (Linha 15): E por en quem bem soubesse

Pero Lourenço, comprastes, Pero Gomes Barroso
   (Linha 4): ant'as casas; e por en,

Pero m'eu moiro, mia senhor, Bernal de Bonaval
   (Linha 5): e por en vos leix'a dizer

Pero que eu meu amigo roguei, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 8): ca lhi parcia que nunca por en

Pesar mi fez meu amigo, D. Dinis
   (Linha 10): por en sei, se en cuidasse,

Pois boas donas som desemparadas, Martim Soares
   (Linha 13): ca me nom ham por en a desfiar

Pois contra vós nom me val, mia senhor, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 16): nom val, quer'eu a Deus rogar por en

Pois de mia morte gram sabor havedes, Pero da Ponte
   (Linha 4): pois vós queredes mia mort'; e por en
   (Linha 3): quero-lho eu por en fazer,

Pois minha senhor me manda, Anónimo ou Rui Queimado
   (Linha 3): quero-lho eu por en fazer,

Pois [s']ora faz que eu viver aqui, Rodrigo Anes Redondo
   (Linha 4): e por en nom moiro, dig'eu assi

Pois que m'hei ora d'alongar, Afonso X
   (Linha 12): atanto lhi direi por en:

Pois que vós per i mais valer cuidades, Afonso Sanches
   (Linha 17): por en dig'eu, com gram coita mortal:

- Por Deus, amiga, provad'um dia, Vasco Peres Pardal
   (Linha 9): e [o] veredes coita[do] por en.

- Por Deus, amiga, que pode seer, Galisteu Fernandes
   (Linha 23): de sofrer coita [e] quer morrer por en.

Por Deus, amiga, que preguntedes, Estêvão Travanca
   (Linha 3): e sempre vos eu por en querrei bem,

Por Deus, senhor, e ora que farei, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 27): Mais nom quis [Deus nem vós] que m'eu por en

Por Deus, senhor, pois per vós nom ficou, D. Dinis
   (Linha 9): mais a mia míngua foi grand'; e por en

Por en Tareija Lópiz nom quer Pero Marinho:, Afonso Soares Sarraça
   (Linha 1): Por en Tareija Lópiz nom quer Pero Marinho:

Por mal de mi me fez Deus tant'amar, Fernão Velho
   (Linha 18): senom gram mal, se viver; e por en,

Por mia senhor fremosa quer'eu bem, Rui Queimado
   (Linha 11): servirei as outras donas por en,

Por mui coitado per tenh'eu, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 18): E vedes que mi ar fez por en:

Por nom saberem qual bem desejei, Fernão Gonçalves de Seabra
   (Linha 8): os que me vêm por en preguntar

Por partir pesar que [eu] sempre vi, Estêvão da Guarda
   (Linha 3): que lh'eu quero, desejava por en

Porque se foi daqui meu amigo, Fernão Froiaz
   (Linha 8): sei que será mui coitado por en

Preguntei ũa don[a] em como vos direi:, Rodrigo Anes de Vasconcelos
   (Linha 2): - Senhor, filhastes ordem? E já por en chorei!

Qual dona Deus fez melhor parecer, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 12): Por en, cativo!, mal dia naci

Qual senhor devia filhar, Martim Soares
   (Linha 22): Por en nom devia quitar

Quand'eu a Sam Servando fui um dia daqui, João Servando
   (Linha 24): o seu amor, e cuido que vai ledo por en:

Quand'eu d'Olide saí, Pero da Ponte
   (Linha 15): Por en vos conto quant'há daqui a cas Dom Xemeno:

Quand'eu fui um dia vosco falar, João Airas de Santiago
   (Linha 3): e enfengestes-vos de mim por en;

Quand'eu vi a dona que nom cuidava, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 17): (que nom falasse!) pois por ela hei

Quand'eu, mia senhor, convosco falei, Pero Gomes Barroso
   (Linha 16): ca, por quanto depois por en perdi,

Quando mi agora for e mi alongar, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 15): bem, por meu mal; por en quero saber:
   (Linha 4): por en, por Santa Maria,

Quando se foi meu amigo, Paio Soares de Taveirós  ou Afonso Anes do Cotom
   (Linha 4): por en, por Santa Maria,

Quant'eu de vós, mia senhor, receei, Fernão Velho
   (Linha 6): se assi for: que morrerei por en!

Quantos entendem, mia senhor, Martim Soares
   (Linha 3): e quam pouco dades por en,

Quantos ham gram coita d'amor, João Garcia de Guilhade
   (Linha 19): com'eu faç'; e, senhor, por en

Quantos hoj'eu com amor sandeus sei, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 17): pola melhor do mundo, e som por en

Que bem que m'eu sei encobrir, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 19): Mais a Deus rogarei por en

Que bem se soub'acompanhar, Pero da Ponte
   (Linha 13): por en x'o quis Nostro Senhor

Que de bem mi ora podia fazer, João Airas de Santiago
   (Linha 12): por en sabem quantos no mundo som:

Que estranho que m'é, senhor, D. Dinis
   (Linha 15): E por en seria, senhor,

Que grave m'est ora de vos fazer, João Airas de Santiago
   (Linha 9): de morar preto de vós; e por en

- Que me mandades, ai madre, fazer, Airas Carpancho
   (Linha 17): guarrá por en.

Que mi queredes, ai madr'e senhor?, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 6): Já me feristes cem vezes por en

Que mui gram torto mi fez, amiga, Sancho Sanches
   (Linha 13): ant'el, e nom leixou de s'ir por en;

Que muit'há já que a terra nom vi, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 12): coita do mundo viv'hoje por en,

Que muitos me preguntarám, João Garcia de Guilhade
   (Linha 15): e direi-vo-lhis eu por en

Que muitos [os] que mi andam preguntando, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 9): por tal que me nom preguntem por en,

Que prazer havedes, senhor, D. Dinis
   (Linha 3): que vos quig'e quer'? E por en

Que razom cuidades vós, mia senhor, D. Dinis
   (Linha 13): e por en, quem tal feito faz, bem sei

Que sem conselho que vós, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 6): nẽum conselh', e viv'assi por en

Que sem mesura Deus é contra mi!, Vasco Gil
   (Linha 16): Mais vedes que vo-Lh'eu farei por en:

Que trist'anda meu amigo, Fernão Froiaz
   (Linha 20): seria logo por en,

Que trist'hoj'é meu amigo, D. Dinis
   (Linha 16): e por en faz gram dereit'i

Queixos'andades, amigo, d'amor, João Airas de Santiago
   (Linha 4): e por en guise-mi-o Nostro Senhor

Quem diz de Dom 'Stêvam que nom vê bem, João Soares Coelho
   (Linha 13): por en vos digo que nom vêe mal

Quem hoje maior coita tem, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 12): que dá mui pouc'ora por en.

Quero-vos eu dizer, senhor, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 9): leixei-vos por en [de] veer

Querri'agora fazer um cantar, Pero Garcia de Ambroa
   (Linha 3): que se nom perdess'el por en comigo

Querri'agora saber de grado, Rui Queimado
   (Linha 6): - e por en há coita de posfaçar

Quisera-m'ir - tal conselho prendi, Airas Carpancho
   (Linha 2): e foi coitad'e tornei-me por en;
   (Linha 6): e lho não dá tal qual o deu, por en

- Rei D. Afonso, se Deus vos perdom, Vasco Gil, Afonso X
   (Linha 6): e lho não dá tal qual o deu, por en
   (Linha 5): cantar d'amor nem d'amigo; e por en,

- Rodrig'Eanes, queria saber, Rodrigo Anes de Alvares, Lourenço
   (Linha 5): cantar d'amor nem d'amigo; e por en,

Roga-m'hoje, filha, o voss'amigo, D. Dinis
   (Linha 4): e por en vos rog'e vos castigo

Rogaria eu mia senhor, João Nunes Camanês
   (Linha 16): mais non'a rogarei por en

Se Deus me valha, mia senhor, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 7): por en querria 'nsandecer.

Se Deus me valha, mia senhor, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 17): direi-lh'eu que faça por en:

Se eu a mia senhor ousasse, João Soares Somesso
   (Linha 20): lhe perdõasse Deus por en
   (Linha 16): u ela est e nom poss', e por en

Se eu podess'ir u mia senhor é, Mem Rodrigues Tenoiro ou Afonso Fernandes Cebolhilha
   (Linha 16): u ela est e nom poss', e por en

Se eu soubesse, u eu primeiro vi, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 3): que tanto mal me verria por en

Se hom'houvesse de morrer, Rui Fernandes de Santiago
   (Linha 23): por en me leixa de matar

Sei bem que quantos eno mund'amarom, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 9): d'amar, por en travou em mim Amor,

Sei eu, donas, que nom quer tam gram bem, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 5): desmaiou logo bem ali por en,

Sej'eu fremosa com mui gram pesar, Pero de Armea
   (Linha 19): E, pois Deus quer que eu moira por en,

Sela aleivosa, em mao dia te vi, Lopo Lias
   (Linha 4): Leixar-te quero, mia sela, por en;

Sempr'ando cuidando em meu coraçom, Rui Queimado
   (Linha 11): o bem que lh'eu quero. E por en nom

Sempr'eu, senhor, roguei a Deus por mi, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 6): de vós, e cuido que mi o dê por en!

Sempre vos eu doutra rem mais amei, Afonso Sanches
   (Linha 4): de vós; e por en, mia senhor, nom sei

Sempr'eu, mia senhor, desejei, D. Dinis
   (Linha 13): por vós, nem galardom por en

Senhor de mi e destes olhos meus, Pero Mendes da Fonseca
   (Linha 10): por vós, senhor; mais Deus ora por en,

Senhor fremosa, convém-mi a rogar, Fernão Garcia Esgaravunha
   (Linha 19): nom poss'; e Deus cofonda mi por en,

Senhor fremosa, des aquel dia, Pero de Armea
   (Linha 10): e se morrer por en, farei razom,

Senhor fremosa, fui buscar, João Soares Somesso
   (Linha 4): Deus, a que fui por en rogar.

Senhor fremosa, já nunca será, Anónimo 4
   (Linha 5): que vos Deus deu; por en vos estará

Senhor fremosa, nom pod'hom'osmar, Pero de Armea
   (Linha 8): por en, nunca me podem entender

Senhor fremosa, nom poss'eu osmar, D. Dinis
   (Linha 13): e por en vós, a quem Deus nom fez par,

Senhor fremosa, oí eu dizer, Lourenço
   (Linha 9): por en, senhor, assi Deus mi perdom,

Senhor fremosa, par Deus, gram razom, Vasco Praga de Sandim
   (Linha 28): nem poder de vos por en desamar.

Senhor fremosa, pois que Deus nom quer, Paio Gomes Charinho
   (Linha 18): ca desejo qual vos vi e por en

Senhor fremosa, pois vos vi, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 10): senhor, e nom mentir por en,

Senhor fremosa, por qual vos Deus fez, D. Dinis
   (Linha 10): e nom diria eu por en de nom;

Senhor fremosa, quero-vos rogar, Vasco Gil
   (Linha 9): vos El foi dar, rogo-vos eu por en

Senhor fremosa, vejo-vos queixar, Rui Queimado
   (Linha 8): – e vejo que vos queixades por en

Senhor fremosa, vou-mi alhur morar, Pero Mendes da Fonseca
   (Linha 4): - por en faç'eu dereit'em mi pesar;

Senhor, aquel que sempre sofre mal, D. Dinis
   (Linha 5): por en querede, pois que eu, senhor,

Senhor, Dom Ansur se vos querelou, Vasco Peres Pardal
   (Linha 4): por en daquel que os couces levou:

Senhor, eu vivo coitada, D. Dinis
   (Linha 9): em vós é todo; [e] por en

Senhor, justiça viimos pedir, Afonso X
   (Linha 3): d'a Gris furtarom tanto, que por en

Senhor, os que me querem, Paio Soares de Taveirós
   (Linha 6): senhor – e nom devo por en

Senhor, per vós sõo maravilhado, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 23): muito de mal, mentr'eu viver, por en

Senhor, pois Deus nom quer que mi queirades, Martim Soares
   (Linha 21): sempre por en bõa ventura hajades.

Senhor, pois me nom queredes, D. Dinis
   (Linha 4): Deus seja por en loado.

Senhor, pois que m'agora Deus guisou, D. Dinis
   (Linha 14): e por en vos quero dizer aqui

Senhor, que Deus mui melhor parecer, Rui Queimado
   (Linha 13): e se quiserdes, mia senhor, por en

Senhor, vej'eu que havedes sabor, Pero de Armea
   (Linha 16): por vós; quero-vos eu [por en] rogar

Tal ventura quis Deus a mim, senhor, João Mendes de Briteiros
   (Linha 17): que vos virom, mia senhor; e por en

Tam grave dia que vos conhoci, Afonso Sanches
   (Linha 6): come se fosse bem, quer-me por en

Tant'é Meliom pecador, D. Dinis
   (Linha 17): [e] eu sõo certo por en

U m'eu parti d'u m'eu parti, João Garcia de Guilhade
   (Linha 10): ca perdi o lume por en,

U noutro dia seve Dom Foam, D. Dinis
   (Linha 14): e a mim creceu gram nojo por en

U vos nom vejo, senhor, sol poder, João Baveca
   (Linha 13): end'a partir. E por en sei que nom

Ũa dona de que falar oí, Pero Viviães
   (Linha 10): rem que me guarde de morte por en;

Ũa pastor se queixava, D. Dinis
   (Linha 12): por en dezia chorando:

Um dia vi mia senhor, João Servando
   (Linha 10): medo de mort', e por en

Um ric'home que hoj'eu sei, Pero Gomes Barroso
   (Linha 21): a 'l-rei quer mui gram mal por en.
   (Linha 20): que vos morreu há gram temp', e por en

- Vaasco Martins, pois vós trabalhades, Afonso Sanches, Vasco Martins de Resende
   (Linha 20): que vos morreu há gram temp', e por en

Valer-vos-ia, amig'e [meu bem], D. Dinis
   (Linha 12): e por en mia morte queria.

Vedes qual preit'eu querria trager, Martim de Caldas
   (Linha 16): e me rogue mia madre ante por en;

Vedes, amigos, que de perdas hei, Afonso Sanches
   (Linha 5): perdi por en, e perdi o riir,

- Vedes, senhor: quero-vos eu tal bem, Estêvão Faião
   (Linha 3): e nom diredes vós por en de nom?

Vej'eu mui bem que por amor, João de Gaia
   (Linha 5): que me queirades mal por en,

- Vejo-vos, filha, tam de coraçom, Pero de Ver
   (Linha 8): mais chorar muit'e creo que por en

Vi hoj'eu cantar d'amor, D. Dinis
   (Linha 6): e por en dixi-lh'assi:

Vistes, filha, noutro dia, João Nunes Camanês
   (Linha 13): mandei-vo-lo veer por en,

Vós mi defendestes, senhor,, D. Dinis
   (Linha 19): E por en, se Deus vos perdom,

Vós, que vos em vossos cantares meu, D. Dinis
   (Linha 16): e por en, senhor, vos mand'ora já

- Voss'amigo que vos sempre serviu, Paio Gomes Charinho
   (Linha 6): dizer nom sei quê e morre por en.

Voss'amigo quer-vos sas dõas dar, João Airas de Santiago
   (Linha 10): e venh'ora preguntar-vos por en:

A dona fremosa do Soveral, Lopo Lias
   (Na rubrica)

Com vossa graça, mia senhor, Fernão Pais de Tamalhancos
   (Na rubrica)

Da esteira vermelha cantarei, Lopo Lias
   (Na rubrica)

Já Martim Vaásquez da estrologia, Estêvão da Guarda
   (Na rubrica)

Jograr Saco, nom tenh'eu que fez razom, Fernão Pais de Tamalhancos
   (Na rubrica)

Mandei pedir noutro dia, Pedro, conde de Barcelos
   (Na rubrica)

Um cavaleiro havia, Pedro, conde de Barcelos
   (Na rubrica)