Glossário

I


Significado:

Cantigas em que ocorre o termo



A que eu quero gram bem, des que a vi, Afonso Pais de Braga
   (Linha 12): per que me mate, ventura me faz i,

A Sam Servand', u ora vam todas orar, João Servando
   (Linha 6): Pois mi dizem do meu amigo ca i vem,

A Santa Maria fiz ir meu amigo, Pero de Ver
   (Linha 6): e nom foi eu i com el aquel dia:

Abadessa, Nostro Senhor, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 7): i do vosso comendador!
   (Linha 17): há i mester, e convém de provar

- Abril Pérez, muit'hei eu gram pesar, Abril Peres, Bernal de Bonaval
   (Linha 17): há i mester, e convém de provar

Ai mia senhor e meu lum'e meu bem!, Pero Garcia Burgalês
   (Linha 10): nunca i tam fremosa dona achei

Ai mia senhor! sempr'eu a Deus roguei, Afonso Pais de Braga
   (Linha 3): e pois vos vi, log'i tanto cuidei

Airas Moniz, o zevrom, Lopo Lias
   (Linha 4): andaredes i melhor

Alvar Rodriguiz dá preço d'esforço, Estêvão da Guarda
   (Linha 19): e, maestr'Ali, sab'i ora bem

Andei, senhor, Leon e Castela, João Airas de Santiago
   (Linha 3): e nom foi i dona nem donzela

Assanhou-s'o meu amigo, Pero de Berdia
   (Linha 12): migo led'e i me veja,

Assi me traj'ora coitad'Amor, Nuno Fernandes Torneol
   (Linha 9): ali u for; e pois me tever i

Comerom [os] infanções, em outro dia, João Servando
   (Linha 5): Eu cõn'os apartados fui entom i

Cuidou-s'Amor que logo me faria, João Garcia de Guilhade
   (Linha 17): Ca nom vej'i quem soía veer

D'ir a Santa Maria do Lag'hei gram sabor, Fernão do Lago
   (Linha 2): e pero nom irei alá, se ant'i nom for,

Deus! e que cuidei a fazer, Martim Padrozelos
   (Linha 12): e cuido sempre tornar i;

Disserom-mi ũas novas de que m'é mui gram bem, Afonso Lopes de Baião
   (Linha 4): se i vem meu amigo.

Disserom-vos, meu amigo, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 15): confonda Deus log'i mi

Dizem, senhor, que um vosso parente, Estêvão da Guarda
   (Linha 19): lhi devedes i logo a tornar

Do que sabia nulha rem nom sei, Pero Gomes Barroso
   (Linha 25): E nom daria rem por viver i

Dom Estêvam fez[o] sa partiçom, João Soares Coelho
   (Linha 6): em tôd[ol]os três portos que i som.
   (Linha 7): outro tal vinho aqual eu i bevi.

Dom Estêvam, eu eiri comi, Airas Peres Vuitorom ou Mem Rodrigues Tenoiro
   (Linha 7): outro tal vinho aqual eu i bevi.

Dom Estêvam, oí por vós dizer, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 16): qual est o mundo e estes que i som?

Dom Pedro, est[e] cunhado d'el-rei, Fernão Rodrigues Redondo
   (Linha 9): aquel espeto, que filhou log'i;

Dom Vuitorom, o que vos a vós deu, João Soares Coelho
   (Linha 16): e ar chamad'o comendador i,

Dona Ouroana, pois já besta havedes, João Garcia de Guilhade
   (Linha 17): ca perderedes log'i o rocim

Donas vam a Sam Servando muitas hoj'em romaria, João Servando
   (Linha 2): mais nom quis hoje mia madre que foss'eu i este dia

Donzela, quem quer que poser femença, Estêvão da Guarda
   (Linha 6): nom pod'haver i nẽum partimento

Em almoeda vi estar, Pero da Ponte
   (Linha 4): E nunca i comprador vi

Em preito que Dom Foam há, Estêvão da Guarda
   (Linha 6): que, se lh'outrem nom acorr'i,

Em tal perfia qual eu nunca vi, Estêvão da Guarda
   (Linha 4): cheguei-m'a el e dixi-lhi log'i:

Fals'amigo, per bõa fé, Afonso Mendes de Besteiros
   (Linha 14): com outra, log'i bem vi eu

Filha fremosa, vedes que vos digo:, Bernal de Bonaval
   (Linha 7): E al há i de que vos nom guardades:

Fostes, filha, eno bailar, Pero Meogo
   (Linha 2): e rompestes i o brial;

Fui eu, fremosa, fazer oraçom, Afonso Lopes de Baião
   (Linha 2): nom por mia alma, mais que viss'eu i

Fui eu, madr', a Sam Momed', u me cuidei, João de Cangas
   (Linha 2): que veess'o meu amig', e nom foi i;

Havedes vós, amiga, guisado, Pero Dornelas
   (Linha 9): i, e por en catou quem rogasse,

Ir quer'hoj'eu, fremosa, de coraçom, Afonso Lopes de Baião
   (Linha 4): pois [o] meu amigo i vem.

Já Martim Vaásquez da estrologia, Estêvão da Guarda
   (Linha 27): das planetas, des i log'entendeu

Luzia Sánchez, jazedes em gram falha, João Soares Coelho
   (Linha 9): mais se eu vos per i houvesse pagada,

Maestre, tôdolos vossos cantares, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 4): e nom seguides [i] outros milhares,

- Maria Genta, Maria Genta da saia cintada, Rui Pais de Ribela
   (Linha 7): U eu maj'aquesta noite, houv'i gram cea,

Martim Gil, um homem vil, Estêvão da Guarda
   (Linha 17): que teedes i cajom,

Mentr'esta guerra foi, assi, Gil Peres Conde
   (Linha 6): Quantos perigos i passei

Meu dano fiz por tal juiz pedir, Estêvão da Guarda
   (Linha 5): ca se vou i e lev'o meu vogado,

Mia irmana fremosa, treides comigo, Martim Codax
   (Linha 8): e verrá i, mia madre, o meu amado

Mim fez meter meu coraçom, Fernão Rodrigues de Calheiros
   (Linha 6): i, nem poss'en meu cor partir.

Nom é Amor em cas d'e[l]-rei, Gil Peres Conde
   (Linha 2): ca o nom pod'hom'i achar

Nom mi digades, madre, mal e irei, Martim de Ginzo
   (Linha 11): Se el nom vem i, madre, sei que farei:

Nom troux'estes cavaleiros aqui, Gil Peres Conde
   (Linha 11): nosco na guerra, quand'el-rei foi i;

Nostro Senhor Deus! Que prol vos tem ora, Pero da Ponte
   (Linha 3): Que a melhor dona que era i,

Oimais quer'eu punhar de me partir, Afonso Mendes de Besteiros
   (Linha 14): Deus me cofonda se eu i guarir!

Ora vam a Sam Servando donas fazer romaria, João Servando
   (Linha 3): porque vem i meu amigo.

Partir quer migo mia madr'hoj'aqui, Juião Bolseiro
   (Linha 8): de vós mi faz [i] ũa parte já

Pero d'Ambroa, se Deus mi perdom, Pero Gomes Barroso
   (Linha 5): pois i nom fostes; mais trobar-vos-ei

Pero d'Ambroa, sempr'oí cantar, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 10): come os outros que i vam entom;

Pero d'Ambroa, sodes maiordomo, João Baveca
   (Linha 16): e desses vossos narizes log'i

Pero Fernándiz, home de barnage, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 14): peage de cuu pagará i.
   (Linha 17): ca todos três eram senhores i

- Pero Martiins, ora por caridade, Vasco Gil, Pero Martins
   (Linha 17): ca todos três eram senhores i

Pois que te preças d'haver sem comprido, Estêvão da Guarda
   (Linha 15): Nom entendas que fazes i cordura

Pois que vos Deus, amigo, quer guisar, D. Dinis
   (Linha 6): E d'irdes i tenh'eu que mi fará

Pois teu preit'anda juntando, Estêvão da Guarda
   (Linha 16): que prol tem i ou quejenda

- Por Deus, amiga, que pode seer, Galisteu Fernandes
   (Linha 10): ante tenho que o perdedes i

Por Deus, amigas, que será,, João Garcia de Guilhade
   (Linha 5): Pois i amor nom há poder,

Por vee'lo namorado, que muit'há que eu nom vi, Airas Pais
   (Linha 2): irmana, treides comigo, ca me dizem que vem i

Quand'Albardam fogia d'aalém, Martim Soares
   (Linha 4): per que nunca i outr'asconderá.

Quand'eu a Sam Servando fui um dia daqui, João Servando
   (Linha 2): fazê'la romaria e meu amig'i vi,

Que bem se soub'acompanhar, Pero da Ponte
   (Linha 23): quis o bom rei, i log'entom

Que pret'esteve de me fazer bem, João Mendes de Briteiros
   (Linha 5): Matando-m'El fezera-me bem i,
   (Linha 4): u é mia senhor; e pois eu for i,

Quer'eu agora já meu coraçom, Afonso Fernandes Cebolhilha ou Mem Rodrigues Tenoiro
   (Linha 4): u é mia senhor; e pois eu for i,

Quer'eu, amigas, o mundo loar, João Garcia de Guilhade
   (Linha 2): por quanto bem m'i Nostro Senhor fez;

Quer'ir a Santa Maria e, irmana, treides migo, Airas Pais
   (Linha 5): Se alá foss', irmana, bem sei que meu amig'i verria,

Quer'eu em maneira de proençal, D. Dinis
   (Linha 3): e querrei muit'i loar mia senhor

Quite-mi a mi meu senhor, Gil Peres Conde
   (Linha 9): e irei eu, se el for i,

Rogar-vos quero [e]u, mia madr'e mia senhor,, Bernal de Bonaval
   (Linha 3): a Bonaval, pois meu amig'i vem.

Se eu moiro, ben'o busquei!, João Lopes de Ulhoa
   (Linha 15): fugiss'e nom ar tornass'i,

Se eu, amigos, u é mia senhor, João de Gaia
   (Linha 6): e que nom ous'i a viver, convém

- Se eu, mia filha, for, João Nunes Camanês
   (Linha 5): iredes comig'i?

Sei eu, donas, que nom quer tam gram bem, Pedro Amigo de Sevilha
   (Linha 6): e houve log'i a morrer por mim.

Sej'eu fremosa com mui gram pesar, Pero de Armea
   (Linha 14): polo meu mal; [e] er fez-me log'i

Senhor do corpo delgado, Pero da Ponte
   (Linha 10): e faç'a vós pesar i:

Senhor fremosa, nom poss'eu osmar, D. Dinis
   (Linha 17): mui de grado o fezera log'i;

Tantas mínguas acham a Dom Foam, Gil Peres Conde
   (Linha 15): Nom vo-las quero de mais long'i contar

Ũa dona foi de pram, Gonçalo Anes do Vinhal
   (Linha 14): d'i jazer [e] nom fez al,

Ũa dona, nom dig'eu qual, João Airas de Santiago
   (Linha 14): E i o clérig'está já

Ũa donzela jaz [preto d]aqui, Martim Soares
   (Linha 20): e nunca i tam forte preso jaz

Um cavaleiro se comprou, Martim Soares
   (Linha 7): e tenho que fez i mal sem.

Um dia fui cavalgar, Pero da Ponte
   (Linha 25): quisera-m'ir, e el i

Um porteir'há em cas d'el-rei, Gil Peres Conde
   (Linha 18): nom entraredes já hoj'i.

Um ric'homaz, um ric'homaz, Rui Pais de Ribela
   (Linha 10): de carne, se s'i nom detém,
   (Linha 26): e do talho nom tem [i] o melhor,

- Vós, Dom Josep, venho eu preguntar, Estêvão da Guarda, Josepe
   (Linha 26): e do talho nom tem [i] o melhor,