Rui Fernandes de Santiago


 Pero tant'é meu mal d'amor
e a mui gram coita que hei
por vós, que dizer non'o sei,
bom dia nacera, senhor,
5       se após tod'aqueste mal,
        eu atendesse de vós al.
  
Tod'este mal quant'a mi vem,
nen'a gram coita que sofri
por vós, des que vos conhoci,
10non'o terria já em rem,
       se após tod'aqueste mal,
       eu atendesse de vós al.
  
Per'este mal mi tolherá
 o sem, nem lhi cuid'a guarir,
15se de mim nom se quer partir,
sabor haveria del já,
       se após tod'aqueste mal,
       eu atendesse de vós al.
  
Muito é o mal que mi sofrer
20fazedes, porque mi falar
nom queredes, nem ascoitar;
pero mais en querria haver,
       se após tod'aqueste mal,
       eu atendesse de vós al.
  
25Ca de vós nom atend'eu al
que mi façades senom mal.



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Nota geral:

O trovador diz à sua senhora que os males que sofre por ela - que não quer falar com ele nem ouvi-lo - nada seriam se tivesse esperança de um tempo melhor.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 912, V 499

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 912

Cancioneiro da Vaticana - V 499


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas