Nuno Peres Sandeu


- Ai filha, o que vos bem queria
aqui o jurou noutro dia
       e pero nom xe vos vẽo veer.
- Ai madre, de vós se temia,
  5       que me soedes por el mal trager.
  
- O que por vós coitad'andava
bem aqui na vila estava
       e pero nom xe vos vẽo veer.
- Ai madre, de vós se catava,
10       que me soedes por el mal trager.
  
- O que por vós era coitado
aqui foi hoj', o perjurado,
       e pero nom xe vos vẽo veer.
- Madre, por vós nom foi ousado
15       que me soedes por el mal trager.



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Nota geral:

Diálogo entre mãe e filha, no qual a mãe procura virar a filha contra o seu amigo, dizendo-lhe que ele, tendo jurado noutro dia que a amava, foi à vila e não a foi ver - o mentiroso. Mas a razão para esse comportamento, responde-lhe a filha, reside apenas no facto de ele ter medo dela, pois sabe que, por sua causa, a mãe a maltrata.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão, dialogada
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 800, V 384

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 800

Cancioneiro da Vaticana - V 384


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

[Ai, filha, o que vos bem queria] 

Versão de Tomás Borba