Rui Queimado ou Anónimo


Pois minha senhor me manda
que nom vá u ela ´stiver,
quero-lho eu por en fazer,
pois mo ela 'ssi demanda.
5Mais nom me pod'ela tolher
por en que lh'eu nom queira gram bem.
  
Por quanto eu dela vejo,
minha senhor me defende,
que nom vá u ela entende
10que eu filho gram desejo.
Mais nom pod'ela por ende
o meu coraçom partir do seu.
  
E por quant'eu dela entendo,
que nom quer que a mais veja,
15bem me praz que assi seja:
mais vai-se meu mal sabendo;
e meus olhos me queren[do]
matar, quando lha nom vou mostrar.



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Nota geral:

Pois a sua senhora não quer que ele vá onde ela estiver, o trovador, já que é essa a sua vontade, mostra-se disposto a obedecer-lhe. Mas garante que nunca deixará de a amar, e que o seu mal se vai sabendo, através dos seus olhos (que o querem matar quando a não podem ver).
Para além do problema da autoria (que discutimos na nota inicial), a cantiga apresenta caraterísticas muito peculiares (nomeadamente a forma minha no v. 1, em vez do tradicional mia), não sendo fácil de editar. Na nota L discutimos igualmente esta questão.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 266

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 266


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas