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Vasco Peres Pardal


- Amigo, que cuidades a fazer      ←
quando vos ora partirdes daqui      ←
e vos nembrar algũa vez de mi?      ←
- Par Deus, senhor, quero-vo-lo dizer:      ←
5       chorar muit[o], e nunca fazer al      ←
       senom cuidar como mi faz Deus mal      ←
  
em me partir de nunca já saber      ←
 vosso mandado nẽũa sazom,      ←
nem vos falar, se per ventura nom;      ←
 10mais este conforto cuid'a prender:      ←
       chorar muito, e nunca fazer al      ←
       senom cuidar como mi faz Deus mal      ←
  
 em me partir de vosso parecer      ←
 e d'u soía convosc'a falar,      ←
 15ca mi val[v]era mais de me matar;      ←
mais este conselho cuid'i haver:      ←
       chorar muito, e nunca fazer al      ←
       senom cuidar como mi faz Deus mal.      ←



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General note:

Respondendo a uma pergunta inicial da donzela - o que pensa ele fazer quando se for embora e se lembrar dela - o trovador responde que o que fará será chorar muito e limitar-se a pensar continuamente no mal que Deus lhe faz impedindo-o de ter notícias dela e de lhe falar (ou só muito raramente). O seu único conforto será, pois chorar.
Note-se que, embora tenhamos que classificar esta composição como cantiga de amigo, uma vez que quem a inicia é a voz feminina, a voz masculina é nela preponderante.



General note


Description

Cantiga de Amigo
Refrão, Dialogada
Cobras rima a uníssona, rima b singular
Ateúda sem finda
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Manuscript sources

B 820, V 405
(C 820)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 820

Cancioneiro da Vaticana - V 405


Musical versions

Originals

Unknown

Contrafactum

Unknown

Modern Composition or Recreation

Unknown