Mem Rodrigues Tenoiro or Afonso Fernandes Cebolhilha


Quando m'eu mui triste de mia senhor
 mui fremosa, sem meu grado, quitei
 e s'ela foi, e, mesquinh'!, eu fiquei,
nunca me valh'a mim Nostro Senhor,
5       se eu cuidasse que tanto vivera
        sen'a veer, se ante nom morrera
  
ali, u eu dela quitei os meus
olhos e me dela triste parti,
se cuidasse viver quanto vivi
10sen'a veer, nunca me valha Deus,
       se eu cuidasse que tanto vivera
       sen'a veer, se ante nom morrera
  
ali, u m'eu dela quitei, mais nom
cuidei que tanto podesse viver,
15como vivi, sen'a poder veer!
Ca Nostro Senhor nunca me perdom,
       se eu cuidasse que tanto vivera
       sen'a veer, se ante nom morrera!



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General note:

Na sequência da dolorosa partida da sua senhora (ela parte, aparentemente obrigada a isso, e ele fica), o trovador diz-nos que, se tivesse imaginado poder viver tanto tempo sem ela, certamente teria preferido morrer no momento da despedida.



General note


Description

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Ateúda
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Manuscript sources

A 227, B 402, V 12

Cancioneiro da Ajuda - A 227

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 402

Cancioneiro da Vaticana - V 12


Musical versions

Originals

Unknown

Contrafactum

Unknown

Modern Composition or Recreation

Unknown