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  (linha 19)

João Airas de Santiago


Dizem-mi a mi quantos amigos hei      ←
que nunca perderei coita d'amor,      ←
se m'eu nom alongar de mia senhor;      ←
e digo-lhis eu como vos direi:      ←
5       - Par Deus, sempr'eu alongado vevi      ←
        dela e do seu bem, e nom vos perdi      ←
  
 coita d'amor. Pero dizem que bem      ←
farei eu mia fazenda de viver      ←
longi dela, que mi nom quer valer;      ←
 10mais de tal guisa lhis dig'eu por en:      ←
       - Par Deus, sempr'eu alongado vevi      ←
       dela e do seu bem, e nom vos perdi       ←
  
coita d'amor. Pero dizem que nom      ←
poss'eu viver se me nom alongar      ←
15de tal senhor, que se nom quer nembrar      ←
de mim; mais digo-lhis eu log'entom:      ←
       - Par Deus, sempr'eu alongado vevi      ←
       dela e do seu bem, e nom vos perdi      ←
  
coita d'amor; nem alhur nem ali      ←
 20nom lhi guarrei, ca muito lhi guari.      ←



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Nota geral:

Contra os que o aconselham a viver longe da sua senhora de forma a curar-se das suas mágoas de amor não correspondido, o trovador alega que sempre viveu longe dela e nem por isso se curou. Se sobreviveu até agora, alega na finda, nunca se curará.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Ateúda atá finda
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 964, V 551

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 964

Cancioneiro da Vaticana - V 551


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas