Toponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

Sancho Sanches


Em outro dia em Sam Salvador      ←
vi meu amigo, que mi gram bem quer,      ←
e nunca mais coitada foi molher      ←
do que eu i fui, segundo meu sem,      ←
5       cuidand', amiga, qual era melhor:      ←
       de o matar ou de lhi fazer bem.      ←
  
El é por mi tam coitado d'amor      ←
que morrerá, se meu bem nom houver;      ←
e vi-o eu ali e, como quer      ←
10que vos diga, houvi a morrer por en,      ←
       cuidand', amiga, qual era melhor:      ←
       de o matar ou de lhi fazer bem.      ←
  
Meu é o poder, que sõo senhor      ←
de fazer del o que m'a mi prouguer;      ←
15mais foi i tam coitado que mester      ←
nom m'en fora, pois que o vi, per rem,      ←
       cuidand', amiga, qual era melhor:      ←
       de o matar ou de lhi fazer bem.      ←



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Nota geral:

A moça conta a uma amiga que, tendo visto o seu amigo na ermida de S. Salvador, ficou sem saber o que fazer, hesitando entre matá-lo (não lhe falando, subentende-se) ou tratá-lo bem. Isto porque, sabendo que ele a ama, tem também consciência do poder que tem sobre ele. Podendo, pois, fazer dele o que lhe apetecer, viu-o tão coitado que teve dó.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 940, V 528

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 940

Cancioneiro da Vaticana - V 528


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas