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  (linha 10)

Paio de Cana


Amiga, o voss'amigo      ←
soub'eu que nom mentiria,      ←
pois que o jurad'havia      ←
que veesse, mais vos digo      ←
5       que há de vós mui gram medo      ←
       porque nom veo mais cedo.      ←
  
E rogou-m'el que vos visse      ←
e vos dissesse mandado      ←
que nom era perjurado,      ←
10e vedes al que mi disse:      ←
       que há de vós mui gram medo      ←
       porque nom veo mais cedo.      ←
  
E rogo-vos, ai amiga,      ←
que bõa ventura hajades,      ←
15que muito lho gradescades,      ←
pois m'el roga que vos diga      ←
       que há de vós mui gram medo      ←
       porque nom veo mais cedo.      ←



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Nota geral:

Na sequência direta da cantiga anterior, agora é a amiga que sossega a moça: se o amigo dela não veio, não foi por ser mentiroso e ter faltado ao prometido, mas porque, sentindo que deveria ter vindo mais cedo, está agora com medo dela. E conta-lhe que foi ele mesmo quem lhe pediu para lhe vir falar, no sentido de lhe explicar a situação. Assim sendo, ela termina pedindo à moça para ficar agradecida ao seu amigo pelo cuidado que demonstrou.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 934, V 522

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 934

Cancioneiro da Vaticana - V 522


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas