Paio de Cana


Vedes que gram desmesura,
amiga, do meu amigo:
nom veo falar comigo
nem quis Deus nem mia ventura
5       que foss'el aqui o dia
       que pôs migo quando s'ia.
  
Como eu tevera guisado
de fazer quant'el quisesse,
amiga, sol que veesse!
10Nom quis Deus nem meu pecado
       que foss'el aqui o dia
       que pôs migo quando s'ia.
  
E and'end'eu mui coitada,
como quer que vos al diga,
15porque nom quis Deus, amiga,
nem mia ventura minguada
       que foss'el aqui o dia
       que pôs migo quando s'ia.



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Nota geral:

A moça diz a uma amiga que o seu amigo teve a crueldade de não vir ter com ela no dia que tinha ficado combinado aquando da sua partida. Não o quis Deus nem a sua má sorte também! Até porque ela estaria disposta a aceder a todos os seus pedidos.
A cantiga seguinte prolonga este tema.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 933, V 521
(C 933)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 933

Cancioneiro da Vaticana - V 521


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas