Pesquisa no glossário
  (linha 7)

Rui Fernandes de Santiago


Que doo que agora hei      ←
dos meus olhos, polo chorar      ←
que farám, poilos eu levar,      ←
senhor, u vos nom veerei:      ←
 5       ca nunca os hei a partir      ←
       de chorar, u vos eu nom vir.      ←
  
Quisera-m'eu que vissem al      ←
e nom vissem vós estes meus      ←
olhos; e nom quis assi Deus,      ←
 10mais sei que mi verrá en mal:      ←
       ca nunca os hei a partir      ←
       de chorar, u vos eu nom vir.      ←
  
O vosso mui bom parecer      ←
virom em mal dia per si;      ←
15e mal dia lhe-lo sofri,      ←
senhor, que o fossem veer:      ←
       ca nunca os hei a partir      ←
       de chorar, u vos eu nom vir.      ←
  
Pero que ora, senhor, ham      ←
20em vos veer mui gram sabor,      ←
já o pesar será maior      ←
pois, quando vos nom veerám:      ←
       ca nunca os hei a partir      ←
       de chorar, u vos eu nom vir.      ←
  
25Nen'os poderei eu partir      ←
de chorar, u vos eu nom vir.      ←



 ----- Aumentar letra ----- Diminuir letra

Nota geral:

São os olhos que, metonimicamente, servem aqui ao trovador para confessar à sua senhora a tristeza que sentirá quando dela se afastar - pois nunca deixarão de chorar. Mas também foram os olhos os culpados pelo amor que sente, pois fizeram com que ele a visse, em triste dia.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 908, V 495

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 908

Cancioneiro da Vaticana - V 495


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas