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  (linha 5)

Airas Nunes


Par Deus, coraçom, mal me matades      ←
e prol vossa nem minha nom fazedes,      ←
e pouco, se assi for, viveredes;      ←
e a senhor por que mi assi matades      ←
 5al cuida, ca nom no vosso cuidar.      ←
Mal dia forom meus olhos catar      ←
a fremosura por que me matades!      ←
  
Ora que eu moiro, com quem ficades?      ←
Vós com ela, par Deus, nom ficaredes,      ←
10e, se eu moiro, migo morreredes,      ←
ca vós noit'e dia migo ficades.      ←
Mais vosso cuidado pode chegar      ←
 u est a dona que rem nom quer dar      ←
por mim, ca sempre comigo ficades.      ←



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Nota geral:

Original cantiga de amor em que o trovador se dirige ao seu próprio coração, causador dos seus males, mas que morrerá juntamente com ele.
Esta divisão do sujeito em dois antecipa de certa forma o que se tornará um recurso frequente na poesia dos séculos XV e XVI, nomeadamente em algumas composições incluídas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras uníssonas
Dobre: (vv. 1, 4. 7 de cada estrofe)
matades (I), ficades (II)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 880, V 463

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 880

Cancioneiro da Vaticana - V 463


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas