Afonso Pais de Braga


Ai mia senhor! sempr'eu a Deus roguei
que vos visse e nunca al pedi;
e pois vos vi, log'i tanto cuidei
que nom era cuidado pera mi;
5       mais nom poss'eu meu coraçom forçar
       que nom cuide com'el quiser cuidar.
  
E, mia senhor, por Deus, rogar-vos-ei,
come senhor que am'e que serv'i,
que vos nom pês d'em vós cuidar, ca m'hei
10atanto bem e mais nom atend'i;
       mais nom poss'eu meu coraçom forçar
       que nom cuide com'el quiser cuidar.
  
E se eu fosse emperador ou rei,
era muito de mi aviir assi
15de vós, senhor, com'eu depois cuidei;
e vejo bem que lazerarei i;
       mais nom poss'eu meu coraçom forçar
       que nom cuide com'el quiser cuidar.
  
Pero que m'eu i hei a lazerar,
20sabor m'hei eu no que m'el faz cuidar.



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Nota geral:

Desde que viu a sua senhora, o trovador não pode evitar pensar constantemente nela, o que ao mesmo tempo o faz sofrer e o consola



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras uníssonas
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 856, V 442

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 856

Cancioneiro da Vaticana - V 442


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas