Toponímia referida na cantiga:
  (linha 6)

Anónimo de Santarém


Amigos, des que me parti       ←
de mia senhor e a nom vi,      ←
nunca fui ledo, nem dormi,       ←
 nem me paguei de nulha rem.       ←
5Tod'este mal sofr'e sofri      ←
       des que me vim de Santarém.      ←
  
Assi me tem forçad'Amor,      ←
par Deus, por ela, que sabor       ←
nom hei de mim; e se nom for      ←
 10vee-la, perdud'hei o sem.      ←
Tod'este mal sofr', e maior,      ←
       des que me vim de Santarém.      ←
  
O seu fremoso parecer      ←
me faz em tal coita viver       ←
15qual nom posso nem sei dizer,      ←
e moiro, querendo-lhe bem.       ←
Esto me faz Amor sofrer       ←
       des que me vim de Santarém,      ←
  
u ela é; e, o seu bem       ←
20desejando, perço meu sem.      ←



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Nota geral:

Pelas referências a Santarém, esta composição parece claramente relacionar-se com as duas que imediatamente a precedem no Cancioneiro da Ajuda. Agora o trovador conta aos seus amigos as mágoas que o Amor lhe fez sofrer desde que partiu de Santarém e se afastou da sua senhora.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 280

Cancioneiro da Ajuda - A 280


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas