Afonso Anes do Cotom ou Paio Soares de Taveirós


Quando se foi meu amigo,
 jurou que cedo verria,
 mais, pois nom vem falar migo,
por en, por Santa Maria,
5       nunca mi por el roguedes,
       ai donas, fé que devedes.
  
Quando se foi, fez-mi preito
que se verria mui cedo,
e mentiu-mi, tort'há feito,
10e pois de mi nom há medo,
       nunca mi por el roguedes,
       ai donas, fé que devedes.
  
O que vistes que dizia
que andava namorado,
15pois que nom veo o dia
que lh'eu havia mandado,
       nunca mi por el roguedes,
       ai donas, fé que devedes.



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Nota geral:

Furiosa por, segundo nos diz, o seu amigo não ter cumprido a promessa de voltar o mais depressa possível, e não ter aparecido no dia que ela lhe tinha marcado, a moça garante às donas que será inútil intercederem por ele.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 640, B 827, V 241, V 413

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 827

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 640

Cancioneiro da Vaticana - V 241

Cancioneiro da Vaticana - V 413

Cancioneiro da Vaticana - V 241


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas