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  (linha 6)

João Garcia de Guilhade


- Foi-s'ora daqui sanhud[o],      ←
amiga, o voss'amigo.      ←
- Amiga, perdud'é migo,      ←
 e, pero migu'é perdudo,      ←
5o traedor conhoçudo      ←
        acá verrá,      ←
       ca verrá,      ←
       acá verrá.      ←
  
- Amiga, desemparado      ←
10era de vós e morria.      ←
- Sodes, amiga, sandia:      ←
ora fogiu mui coitado,      ←
mais ele, mao seu grado,      ←
       acá verrá,      ←
15       ca verrá,      ←
       acá verrá.      ←
  
- Amiga, com lealdade      ←
dizem que anda morrendo.      ←
- Vó'lo andades dizendo,      ←
20amiga, éste verdade,      ←
  mailo que chufa, 'n Guilhade,      ←
       acá verrá,      ←
       ca verrá,      ←
       acá verrá.      ←
  



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Nota geral:

Depois de uma zanga entre a donzela e o seu amigo, uma amiga conta-lhe como o viu ir furioso, e como anda agora desamparado e triste. A donzela confirma a zanga, mas garante que o "traidor" mais tarde ou mais cedo ira voltar. Parte da originalidade da cantiga reside no seu vivo e curioso refrão, quase onomatopaico.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão, Dialogada
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 785, V 369
(C 785)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 785

Cancioneiro da Vaticana - V 369


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas