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  (linha 14)

Pero Garcia Burgalês


Nom vos nembra, meu amigo,      ←
o torto que mi fezestes?      ←
 Posestes de falar migo,      ←
fui eu e vós nom veestes;      ←
5       e queredes falar migo      ←
       e nom querrei eu, amigo.      ←
  
Jurastes que todavia      ←
verríades de bom grado      ←
ante que saíss'o dia;      ←
10mentistes-mi, ai perjurado!      ←
       E queredes falar migo      ←
       e nom querrei eu, amigo.      ←
  
E ainda me rogaredes      ←
que fal'eu algur convosco;      ←
15e, por quanto mi fazedes,      ←
direi que vos nom conhosco;      ←
       e queredes falar migo      ←
       e nom querrei eu, amigo.      ←



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Nota geral:

Em nítida sequência com a cantiga anterior, a moça dirige-se agora ao seu amigo, lembrando-lhe a ofensa que ele lhe fez: tendo combinado um encontro, ela foi e ele não apareceu. Agora, quando quiser falar com ela, é ela quem não quererá. E até dirá que nem o conhece.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 650, V 251

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 650

Cancioneiro da Vaticana - V 251


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas