Vasco Praga de Sandim


Quando vos eu, meu amig'e meu bem,
nom posso veer, vedes que mi avém:
       tenh'olh'e vej'e nom posso veer,
       meu amig', o que mi possa prazer.
  
5Quando vos eu com estes olhos meus
nom posso veer, se mi valha Deus,
       tenh'olh'e vej'e nom posso veer,
       meu amig', o que mi possa prazer.
  
E nom dorm'eu, nem en preito nom é,
 10u vos eu nom vejo, e, per bõa fé,
       tenh'olh'e vej'e nom posso veer,
       meu amig', o que mi possa prazer.
  
E os meus olhos sem vós que prol mi ham
pois nom dorm'eu com eles? E de pram
15       tenh'olh'e vej'e nom posso veer,
       meu amig', o que mi possa prazer.



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Nota geral:

A moça garante ao seu amigo que, quando não o pode ver, olha para todo o lado e não consegue ver nenhum prazer no mundo. Nem mesmo à noite, pois não dorme (e os seus olhos não conseguem ter o prazer de descansar).



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 637, V 238

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 637

Cancioneiro da Vaticana - V 238


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas