D. Dinis


Nom chegou, madre, o meu amigo,
e hoj'est o prazo saido;
       ai madre, moiro d'amor!
  
Nom chegou, madr', o meu amado,
5e hoj'est o prazo passado;
       ai madre, moiro d'amor!
  
E hoj'est o prazo saido;
por que mentiu o desmentido?
       ai madre, moiro d'amor!
  
10E hoj'est o prazo passado;
por que mentiu o perjurado?
       ai madre, moiro d'amor!
  
Por que mentiu o desmentido,
pesa-mi, pois per si é falido;
15       ai madre, moiro d'amor!
  
Por que mentiu o perjurado,
pesa-mi, pois mentiu per seu grado;
       ai madre, moiro d'amor!



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Nota geral:

A donzela confessa à mãe o seu desespero: tendo combinado encontrar-se com o seu amigo naquele dia, ele não apareceu (ainda?). De resto, se mentiu, o prejuízo será dele.
A voz da donzela nesta cantiga não deixa de ter semelhanças com a que ouvimos em duas outras composições de D. Dinis, uma delas a célebre "Ai flores, ai flores flores do verde pino", e a outra, a "pastorela do papagaio".



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão e Paralelística
Cobras alternadas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 566, V 169

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 566

Cancioneiro da Vaticana - V 169


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Non chegou madre meu amigo - versão 2      versão audio disponível

Versões de Carlos Villanueva, In Itinere: Grupo Universitário de Câmara de Compostela

Composição/Recriação moderna

Non chegou, madre, o meu amigo 

Versão de Fernando Corrêa de Oliveira

Ai madre moiro d’amor      versão audio disponível

Versão de Filipe Pires

Non chegou madr’, o meu amigo 

Versão de Ângela Lopes

Ay! Madre moiro d’amor!  

Versão de Frederico de Freitas

Ay madre, moiro de amor! (versão para canto e piano/harpa) 

Versão de Tomás Borba