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  (linha 11)

D. Dinis

Rubrica:

E em [e]sta folha adeante se començam as cantigas d'amigo que o mui nobre Dom Denis Rei de Portugal fez


Bem entendi, meu amigo,      ←
que mui gram pesar houvestes      ←
quando falar nom podestes      ←
vós noutro dia comigo,      ←
5mais certo seed', amigo,      ←
       que nom fui o vosso pesar      ←
       que s'ao meu podess'iguar.      ←
  
Mui bem soub'eu por verdade      ←
que érades tam coitado      ←
10que nom havia recado,      ←
mais, amigo, acá tornade:      ←
sabede bem por verdade      ←
       que nom fui o vosso pesar      ←
       que s'ao meu podess'iguar.      ←
  
15Bem soub', amigo, por certo      ←
que o pesar daquel dia      ←
vosso, que par nom havia,      ←
 mais pero foi encoberto,      ←
e por en seede certo      ←
20       que nom fui o vosso pesar      ←
       que s'ao meu podess'iguar.      ←
  
 Ca o meu nom se pod'osmar,      ←
nem eu non'o pudi negar.      ←



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Nota geral:

Dirigindo-se ao seu amigo, com quem não se tinha podido encontrar num dia anterior, a donzela garante-lhe que a tristeza que ele sentiu não se pode comparar com a dela. Pedindo-lhe para voltar, explica ainda o motivo pelo qual o seu sofrimento foi maior: é que ele conseguiu escondê-lo e ela não,
Como indica a rubrica, esta é a primeira cantiga de amigo de D. Dinis transcrita pelos apógrafos italianos.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
Dobre: (vv. 1 e 5 de cada estrofe)
amigo (I), verdade (II), certo (III)
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 553, V 156
(C 553)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 553

Cancioneiro da Vaticana - V 156


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Bem entendi, meu amigo       versão audio disponível

Versão de Victor Macedo Pinto

Bem entendi meu amigo (versão para canto e piano/harpa) 

Versões de Tomás Borba