Toponímia referida na cantiga:
  (linha 12)

Afonso X


Ansur Moniz, muit'houve gram pesar      ←
quando vos vi deitar, aos porteiros,      ←
vilanamente d'antr'os escudeiros;      ←
e dixe-lhis logo, se Deus m'ampar:      ←
5- Per boa fé, fazêde-lo mui mal,      ←
  ca Dom Ansur, onde m'el meos val,      ←
vem dos de Vilan'Ansur de Ferreiros!      ←
  
 E d'outra parte vem dos d'Escobar      ←
 e de Campos, mais nom dos de Cizneiros,      ←
10mais de Lavradores e Carvoeiros;      ←
  e doutra veo: foi dos d'Estepar;      ←
 e d'Azeved'ar é mui natural,      ←
 u jaz seu padr'e sa madr'outro tal,      ←
e jará el e todos seus herdeiros.      ←
  
 15E sem esto, er foi el gaanhar      ←
[mui] mais ca os seus avoos primeiros;      ←
 e comprou fouces, terra e [o]breiros,      ←
e Vilar de Paos ar foi comprar      ←
pera seu corp', e diz ca nom lh'en cal      ←
20de viver pobre, ca quem x'a si fal,      ←
falecer-lh'-a[m] todos seus companheiros.      ←



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Nota geral:

Sátira a um fidalgo rural com pretensões a grande senhor. Toda a acerada ironia da cantiga repousa na utilização de nomes comuns e socialmente marcados na enumeração da sua linhagem e propriedades.
O trovador Vasco Peres Pardal dirige duas cantigas de escárnio contra um D. Ansur que poderá eventualmente ser este mesmo Ansur Moniz .



Nota geral


Descrição

Escárnio e Maldizer
Mestria
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 482, V 65

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 482

Cancioneiro da Vaticana - V 65


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas