Anónimo 4


Senhor fremosa, já nunca será
home no mundo que tenha por bem
se eu por vós moiro, porque o sem
perdi, cuidando no bom parecer
5que vos Deus deu; por en vos estará
mal, se me bem nom quiserdes fazer.
  
E vós, senhor, podedes entender
que est assi: que nunca me perdom
Nostro Senhor, se mais de coraçom
10vos pud'amar do que vos sempr'amei,
des que vos vi, e amo! Mais morrer
cuido por vós, se de vós bem nom hei.
  
E se eu moiro por vós, mui bem sei
que vos acharedes ende pois mal.
15E por aquesto, mia senhor, mais val
de me guarirdes de mort', ao meu cuidar,
ca per al nom guarecerei,
pois Deus sobre mi tal poder [vos] deu.
  
E nom tenhades que vo-lo dig'eu
20por al senom por bem voss'e por meu!



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Nota geral:

Continuando a argumentação da cantiga anterior, o trovador diz à sua senhora que ninguém aceitará como justo e correto que ela acabe por matá-lo com o seu rigor. Solicita-lhe, pois, que o salve, o que só faz, como afirma na finda, a pensar no bem de ambos.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 270

Cancioneiro da Ajuda - A 270


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas