João Garcia de Guilhade


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Quantos ham gram coita d'amor
eno mundo, qual hoj'eu hei,
querriam morrer, eu o sei,
e haveriam en sabor;
5mais, mentr'eu vos vir, mia senhor,
       sempre m'eu querria viver
       e atender e atender.
  
Pero já nom posso guarir,
ca já cegam os olhos meus
10por vós, e nom mi val i Deus
nem vós; mais, por vos nom mentir,
enquant'eu vos, mia senhor, vir,
       sempre m'eu querria viver
       e atender e atender.
  
 15E tenho que fazem mal sem,
quantos d'amor coitados som,
de querer sa morte, se nom
houverom nunca d'amor bem,
com'eu faç'; e, senhor, por en
20       sempre m'eu querria viver
       e atender e atender.
  



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Nota geral:

Se todos os que sofrem por amor dizem que querem morrer, o trovador diz à sua senhora que não é esse o seu caso: enquanto a puder ver, só quer viver para esperar.
Também neste caso, encontramos na obra de João Airas de Santiago uma cantiga que desenvolve uma razom semelhante, sem que possamos estabelecer um nexo cronológico ou causal seguro.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 234, B 424, V 36

Cancioneiro da Ajuda - A 234

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 424

Cancioneiro da Vaticana - V 36


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas