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Afonso Sanches


Estes que m'ora tolhem mia senhor      ←
que a nom poss'aqui per rem veer,      ←
mal que lhes pês, nom mi a podem tolher      ←
que a nom veja sem nẽum pavor:      ←
 5ca morrerei e tal tempo verrá      ←
que mia senhor fremosa morrerá      ←
 - entom a verei; des i sabedor      ←
  
sõo d'atanto, por Nostro Senhor:      ←
que, se lá vir o seu bom parecer,      ←
10coita nem mal outro nom poss'haver      ←
eno inferno, se com ela for;      ←
des i sei que os que jazem alá      ←
nẽum deles já mal nom sentirá      ←
 tant'haverám de a catar sabor!      ←



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Nota geral:

Composição que se situa naquela zona de fronteira entre lirismo e sátira que alguns trovadores tão bem souberam cultivar. Cantiga em princípio de amor, o seu tom jocoso provém-lhe do exagero do quadro imaginário onde é colocado o elogio da dama: depois de mortos, ambos no inferno, já o trovador poderá contemplar a sua senhor livremente - e com o mesmo prazer que sentirão os restantes condenados.



Nota geral


Descrição

Género incerto
Mestria
Cobras uníssonas
Palavra(s)-rima: (v. 1 de cada estrofe)
senhor
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 411, V 22

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 411

Cancioneiro da Vaticana - V 22


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas