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  (linha 10)

Fernão Gonçalves de Seabra


  Pois houvi o mal que eu sofro, punhei      ←
de o negar, assi Deus me perdom;      ←
e querem devinhar meu coraçom,      ←
e nom podem, mailo mal que eu hei,      ←
5       pois que eu punho sempr'en'o negar,      ←
       maldito seja quem mi o devinhar!      ←
  
E nom pode[m] per mi saber meu mal      ←
sem devinhá-lo, nem hei en pavor,      ←
nem já per outr', enquant'eu vivo for,      ←
10o que eu cuid', e digo que cuid'al,      ←
       pois que eu punho sempr'en'o negar,      ←
       maldito seja quem mi o devinhar!      ←



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Nota geral:

Retomando ainda a questão do segredo, o trovador amaldiçoa todo aquele que tentar adivinhar a origem do seu sofrimento.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 220, B 387

Cancioneiro da Ajuda - A 220

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 387


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas