Fernão Fernandes Cogominho


Muitos ham coita d'amor;
maila do mundo maior
eu mi a houvi sempre doita;
ca x'há i coita de coita,
5maila minha nom é coita!
  
Muitos vej'eu namorados
e que som d'amor coitados,
maila minha coit'é forte;
ca x'há i morte de morte,
10maila minha nom é morte!
  
Muitos mi vej'eu que ham
gram coita e grand'afã;
mailo meu mal, que[m] viu tal?
Ca x'ham eles mal de mal,
15mailo meu mal nom é mal!



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Nota geral:

Numa cantiga de amor com alguns passos ambíguos, o trovador parece servir-se de um paradoxo para exprimir o seu amor e fidelidade: muitos sofrem mágoas de amor, mas o seu próprio sofrimento, sendo enorme, na verdade, não o é - será sobretudo um prazer (tanto quanto podemos interpretar a ambiguidade dos versos finais das estrofes).



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras singulares
Dobre: (v. 4 e 5 de cada estrofe)
coita (I), morte (II), mal (III)
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Fontes manuscritas

B 364

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 364


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas