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  (linha 8)

João Lopes de Ulhoa


Quand'eu podia mia senhor      ←
veer, bem desejava entom      ←
dela eno meu coraçom;      ←
e nom querria já melhor:      ←
5       de lhe falar e a veer      ←
       e nunca outro bem haver.      ←
  
Chorand'entom dos olhos meus,      ←
com tanto bem, desejand’al!      ←
E sofr'agora muito mal,      ←
10e nom querria mais a Deus:      ←
       de lhe falar e a veer      ←
       e nunca outro bem haver.      ←
  
Eu perdia entom o sem      ←
quando lhe podia falar;      ←
15por seu bem, que me desejar      ←
fez Deus, me fezess’este bem:      ←
       de lhe falar e a veer      ←
       e nunca outro bem haver.      ←



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Nota geral:

Quando podia ver a sua senhora, o trovador chorava por um "bem" maior. Agora que não pode, o único bem que pede a Deus é poder vê-la e falar-lhe, e nada mais.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

A 200, B 351

Cancioneiro da Ajuda - A 200

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 351


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas