Anónimo 3 ou Estêvão Travanca


Pois m'em tal coita tem Amor
por vós, dizede-me, senhor:
       que vos nom doedes de mim?
       Em que grave dia vos vi,
5       que vos nom doedes de mim!
  
E pois m'el em tal coita tem
por vós, ai meu lum'e meu bem,
       que vos nom doedes de mim?
       Em que grave dia vos vi
10       que vos nom doedes de mim!
  
Ai coita do meu coraçom!,
dizede, se Deus vos perdom,
       que vos nom doedes de mim?
       Em que grave dia vos vi
15       que vos nom doedes de mim!
  
Ai lume destes olhos meus,
dizede-mi agora, por Deus,
       que vos nom doedes de mim?
       Em que grave dia vos vi
20       que vos nom doedes de mim!



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Nota geral:

O trovador pede à sua amada um pouco de compaixão pelo sofrimento em que anda.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

A 185

Cancioneiro da Ajuda - A 185


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas