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  (linha 7)

João Soares Coelho


Senhor e lume destes olhos meus,      ←
 per bõa [fé], direi-vos ũa rem;      ←
e se vos mentir, nom me venha bem      ←
nunca de vós, nem d'outrem, nem de Deus:      ←
5       dê'lo dia 'm que vos nom vi,      ←
       mia senhor, nunca despois vi      ←
  
prazer nem bem; nen'o ar veerei,      ←
se nom vir vós, enquant'eu vivo for,      ←
ou mia morte, fremosa mia senhor;      ←
 10ca estou de vós como vos en direi:      ←
       dê'lo dia 'm que vos nom vi,      ←
       mia senhor, nunca despois vi      ←
  
per bõa fé, se mui gram pesar nom;      ←
ca todo quanto vi me foi pesar      ←
15e nom me soube conselho filhar.      ←
E direi-vos, senhor, des qual sazom:      ←
       dê'lo dia 'm que vos nom vi,      ←
       mia senhor, nunca despois vi,      ←
  
 nem veerei, senhor, mentr'eu viver,      ←
20- se nom vir vós ou mia morte - prazer!      ←



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Nota geral:

Dirigindo-se à sua senhora, a luz dos seus olhos, o trovador garante-lhe que desde o dia em que deixou de a ver nunca mais pôde ver qualquer prazer ou bem no mundo. Nem verá, enquanto não a vir de novo.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Ateúda atá finda
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 172, B 323

Cancioneiro da Ajuda - A 172

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 323


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas