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  (linha 18)

Vasco Gil


Ai mia senhor! quero-vos preguntar:      ←
pois que vos ides e eu nom poss'ir      ←
  vosco per rem, e sem grad'a partir      ←
m'hei eu de vós e de vosco morar,      ←
5ai eu cativo! por Deus, que farei?      ←
Ai eu cativo!, que nom poderei      ←
prender conselho, pois sem vós ficar!      ←
  
Nom sei hoj'eu tam bom conselhador      ←
que me podesse bom conselho dar      ←
 10na mui gram coita que hei d'endurar,      ←
u vos nom vir, fremosa mia senhor.      ←
Ai eu cativo!, de mi que será?      ←
Ai eu cativo!, que hei por vós já      ←
viver em cuita, mentr'eu vivo for!      ←
  
15E os meus olhos nom podem veer      ←
prazer em mentr'eu vivo for, per rem,      ←
pois vos nom virem, meu lum'e meu bem!      ←
E por aquesto querria saber:      ←
ai, eu cativ'!, e que será de mim?      ←
20Ai eu cativ'!, e mal dia naci,      ←
pois hei de vós alongad'a viver!      ←



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Nota geral:

O trovador pergunta emotivamente à sua senhora o que fará, pois vê que ela parte. Sem poder acompanhá-la, ficando a morar longe, não sabe que solução encontrar para a sua dor. Nem ninguém lhe poderá dar remédio ao sofrimento que sentirá para o resto dos seus dias.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras singulares
Dobre: (vv. 5 e 6 de cada estrofe)
ai eu, cativo
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 154

Cancioneiro da Ajuda - A 154


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas