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  (linha 7)

Pero Garcia Burgalês


Nom me poss'eu, mia senhor, defender      ←
que me nom mate cedo vosso amor      ←
se m'eu de vós partir, ai mia senhor,      ←
pois mi aqui vem ante vós cometer:      ←
5       ca pois mi Amor ante vós quer matar,       ←
       matar-xe-mi-á, se me sem vós achar.      ←
  
E, mia senhor, al vos quero dizer      ←
de que sejades ende sabedor:      ←
 nom provarei eu, mentr'eu vivo for,      ←
10de lhe fogir, ca nom hei en poder:      ←
       ca pois mi Amor ante vós quer matar,       ←
       matar-xe-mi-á, se me sem vós achar.      ←
  
Pois mi ante vós em tam gram coita tem      ←
e me tolheu, mia senhor, o dormir,      ←
15nom quer'eu já provar de me partir      ←
 d'u fordes vós, ca faria mal sem:      ←
       ca pois mi Amor ante vós quer matar,       ←
       matar-xe-mi-á, se me sem vós achar.      ←



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Nota geral:

O trovador diz à sua senhora que, se perto dela o Amor o quer matar, se se afastar para longe, decerto não poderá evitar a morte. Mas garante-lhe também que não lhe fugirá (ao Amor). Assim, e mesmo que já não consiga dormir, nem sequer tentará afastar-se do lugar onde ela estiver, pois não seria razoável.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras doblas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 108, B 217

Cancioneiro da Ajuda - A 108

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 217


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas