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Pedro Amigo de Sevilha


Pero d'Ambroa, tal senhor havedes,      ←
que nom sei quem se dela nom pagasse      ←
[...............................]      ←
e ajudei-vos eu, como sabedes,      ←
5escontra ela mui de bõa mente;      ←
e diss'ela: - Fazede-me-lh'enmente,      ←
 ainda hoje vós migo jaredes,      ←
  
por seu amor; ca x'anda tam coitado      ←
que, se vós hoje migo nom jouverdes,      ←
10será sandeu; e, se o nom fezerdes,      ←
nom se terrá de vós por ajudado;      ←
mais enmentade-me-lhi ũa vegada,      ←
 e marrei eu vosc'em vossa pousada,      ←
e o cativo perderá cuidado.      ←
  
15E já que lhi vós amor demonstrades,      ←
semelh'ora que lhi sodes amigo:      ←
jazede logo aquesta noite migo,      ←
 e des i pois crás, u quer que o vejades,      ←
dizede-lhi que comigo albergastes,      ←
20por seu amor, e que me lh'enmentastes,      ←
e nom tenha que o pouc'ajudades.      ←



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Nota geral:

A troça a Pero d´Ambroa tem agora como tema uma senhora que ele serviria, mas da qual, pelos vistos, estaria separado, o que alegadamente o deixaria preocupado quanto à sua segurança. A cantiga é quase toda posta na boca da senhor, que pede a Pedro Amigo que passe a noite com ela, de forma a sossegar o amigo (entenda-se que o sentido "inocente" é pernoitar lá em casa).
É provável que a troca de galhardetes entre Pedro Amigo e Pero d´Ambroa (são várias as cantigas que mutuamente se dirigem) tivesse como motivo a famosa soldadeira Maria Balteira.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1662, V 1196

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1662

Cancioneiro da Vaticana - V 1196


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas