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  (linha 1)

Pero da Ponte


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Em almoeda vi estar      ←
hoj'um ric'hom'e diss'assi:      ←
- Quem quer um ric'home comprar?      ←
E nunca i comprador vi      ←
5que o quisesse nem em dom,      ←
ca diziam todos que nom      ←
daria[m] um soldo por si.      ←
  
E deste ric'home quem quer      ←
vos pod'a verdade dizer:      ←
  10pois nom há prês nẽum mester,      ←
quem querrá i o seu perder?      ←
Ca el nom faz nẽum lavor      ←
 de que nulh'hom'haja sabor,      ←
nem sab'adubar de comer.      ←
  
15E u forom polo vender,      ←
preguntarom-no em gram sem:      ←
- Ric'hom', que sabedes fazer?      ←
E o ric'home disse: - Rem;      ←
 nom amo custa nem missom,      ←
20mais compro mui de coraçom      ←
herdade, se mi a vend'alguém.      ←
  
E pois el diss'esta razom,      ←
nom houv'i molher nem barom      ←
que por el dar quisesse rem.      ←



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Nota geral:

Posto em leilão (em almoeda), um rico-homem não encontra comprador. Segundo nos diz Pero da Ponte, a mercadoria, de facto, não tem qualidade: além de preguiçoso e avarento, o homem não sabe fazer nada, nem mesmo comida. Repare-se que passa na cantiga uma imagem de um mercado medieval de escravos.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1643, V 1177

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1643

Cancioneiro da Vaticana - V 1177


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas