Antroponímia referida na cantiga:
  (linha 6)

Pero Viviães ou Afonso Anes do Cotom


[...]      ←
  
E pero Deus há gram poder,      ←
non'o pode tant'ajudar,      ←
que o peior possa tornar;      ←
5pero bem sei que há poder      ←
 de dar grand'alg'a Dom Foam,      ←
mais del seer peior, de pram,      ←
do que é já, nom há en poder.      ←
  
Pero lhi queira fazer Deus      ←
10dez tanto bem do que lhi fez,      ←
já nunca pode peior prez      ←
 haver per rem. Por en, por Deus,      ←
como será peior que é      ←
quem peior é, per bõa fé,      ←
15de quantos fez nem fará Deus?      ←



 ----- Aumentar letra ----- Diminuir letra

Nota geral:

Esta cantiga, a que faltam as primeiras estrofes, dirigindo-se, como se percebe, contra um D. Fulano não identificado, é mais um dos jogos teológicos que os trovadores apreciavam e de que há outros exemplos nos Cancioneiros: aqui, o infinito poder de Deus não é capaz de tornar esse D. Fulano pior do que ele já é.
Note-se que a cantiga tem uma estrutura requintada, com dobre nos 1º, 4º e 7º versos de cada estrofe.



Nota geral


Descrição

Escárnio e Maldizer
Mestria
Cobras singulares
Dobre: (vv. 1, 4 e 7 de cada estrofe)
poder (I), Deus (II)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1616bis, V 1149bis

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1616bis

Cancioneiro da Vaticana - V 1149bis


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas