Toponímia referida na cantiga:
  (linha 5)

Pero Garcia de Ambroa


 O que Balteira ora quer vingar      ←
das desonras que no mundo prendeu,      ←
se bem fezer, nom dev'a começar      ←
em mi, que ando por ela sandeu,      ←
5mais começ'ant'em reino de Leon,      ←
u prês desonras de quantos i som,      ←
que lh'as desonras nom querem peitar.      ←
  
E em Castela foi-a desonrar      ←
muito mal home, que nom entendeu      ←
10o que fazia, nem soube catar      ←
quam muit'a dona per esto perdeu;      ←
[s]e quem a vinga fezer com razom,      ←
destes la vingue, ca em sa prisom      ←
and'eu e dela nom m'hei d'emparar.      ←
  
15E os mouros pense de os matar,      ←
ca de todos gram desonra colheu      ←
no corpo, ca nom em outro logar;      ←
e outra tal desonra recebeu      ←
dos mais que há no reino d'Aragom;      ←
20e deste'la vingu'el, ca de mim nom,      ←
pois há sabor de lhi vingança dar.      ←



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Nota geral:

Pelos vistos alguém pretenderia defender Maria Balteira e vingar as desonras que lhe teriam sido feitas. Pero d´Ambroa, que lhe fez, de facto, vários cantares satíricos, descarta responsabilidades, e aproveita para fazer um breve historial do que teria sido a vida dissoluta da célebre soldadeira, não só em três dos reinos peninsulares (Leão, Castela e Aragão), mas também no campo muçulmano. O que não o impede, aliás, de confessar que está perdido de amores por ela. Por detrás da sátira, a cantiga parece ter um tom mais sentido do que o habitual.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1597, V 1129

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1597

Cancioneiro da Vaticana - V 1129


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas