Antroponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

D. Dinis


 U noutro dia Dom Foam      ←
disse ũa cousa que eu sei,      ←
andand'aqui em cas d'el-rei,      ←
bõa razom mi deu de pram      ←
5       per que lhi trobass'; e nom quis,      ←
       e fiz mal porque o nom fiz.      ←
  
Falou migo o que quis falar      ←
e com outros mui sem razom;      ←
e do que nos i diss'entom      ←
 10bõa razom mi per foi dar      ←
       per que lhi trobass'; e nom quis      ←
       e fiz mal porque o nom fiz.      ←
  
Ali u comigo falou      ←
do casamento seu e d'al,      ←
15em que mi falou muit'e mal,      ←
que de razões i monstrou      ←
       per que lhi trobass'; e nom quis      ←
       e fiz mal porque o nom fiz.      ←
  
E sempre m'eu mal acharei      ←
20porque lh'eu entom nom trobei;      ←
  
ca se lh'entom trobara ali,      ←
vingara-me do que lh'.      ←



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Nota geral:

Cantiga dirigida a um D. Fulano não identificado e cuja moral se poderá resumir na frase: "vale mais tarde que nunca". O cavaleiro seria um maldizente, que ainda por cima só diria tolices - e o rei arrepende-se de não lhe ter feito imediatamente uma cantiga de escárnio, em jeito de vingança pelo que teve de aturar. Pelos vistos, corrigiu o lapso.
A cantiga datará do tempo em que D. Dinis era ainda Infante, se atendermos à referência à cas del rei, feita no v. 3. Acrescente-se que seria certamente uma cantiga de seguir, dadas as semelhanças do seu refrão com o de uma cantiga de amigo de Estêvão Travanca.



Nota geral


Descrição

Escárnio e Maldizer
Refrão
Cobras singulares
Finda (2)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1538

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1538


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas