Toponímia referida na cantiga:
  (linha 8)

Gil Peres Conde


Jograr, três cousas havedes mester      ←
 pera cantar, de que se paguem en:      ←
é doair'e voz e aprenderdes bem      ←
– que de voss'o nom podedes haver      ←
5nem emprestado, nem end'o poder      ←
nom há de dar-vo-l'home nem molher.      ←
  
Se[m] ũa destas nunca bom segrel      ←
 vimos em Espanha, nem d'alhur nom vem,      ←
e sem outra, que a todos convém:      ←
10ser [de bom] sem; pois vós, jograr, trager      ←
nom vos vej'est', e comprar nem vender      ←
nõn'o pod'home, pero xe quiser,      ←
  
buscade per u, com'ou onde quer      ←
hajades est'; e, jograr, se vos tem      ←
15prol de trobar, terria-vos por sem      ←
furtarde-l'a quen'o sabe fazer;      ←
desto podedes ganhar ou perder,      ←
tanto que x'home a verdade souber.      ←



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Nota geral:

Conselhos a um jogral sobre os requisitos para o ofício: ter boa apresentação, boa voz, capacidade de aprender e bom senso - tudo o que alegadamente lhe faltava e que o dinheiro não pode comprar. Quanto às suas veleidades em ser trovador, a única solução seria roubar as trovas a alguém, afrontando o risco de ser descoberto. A cantiga, que faz parte do numeroso grupo de zombarias que os trovadores endereçam aos jograis, acaba por ser um curioso documento sobre a arte jogralesca.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1515
(C 1515)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1515


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas