Toponímia referida na cantiga:
  (linha 9)

Pero Gomes Barroso


Pero d'Ambroa, se Deus mi perdom,      ←
nom vos trobei da terra d'Ultramar,      ←
vedes por quê: ca nom achei razom      ←
por que vos dela podesse trobar,      ←
5pois i nom fostes; mais trobar-vos-ei      ←
de muitas cousas que vos eu direi:      ←
do que vos vós nom sabedes guardar.      ←
  
Se Deus mi valha, vedes por que nom      ←
vos trobei d'Acri nem desse logar:      ←
10porque nom virom quantos aqui som      ←
que nunca vós passastes além mar.      ←
E da terra u nom fostes nom sei      ←
como vos trobe i, mais saber-vos-ei      ←
as manhas, que vós havedes, contar.      ←
  
15[...]      ←



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Nota geral:

Como vários outros trovadores do círculo de Afonso X, também Pero Gomes Barroso troça da alegada peregrinação de Pero d´Ambroa à Terra Santa, partindo de uma razom original: exatamente a da falta de originalidade de tal tema. Justificando o seu silêncio no coro de chacotas feitas, o trovador afirma simplesmente não ver motivo para fazer uma cantiga a uma viagem que não chegou a acontecer. Para a discussão do contexto político em que se inseriria este ciclo de composições, veja-se a Nota Geral à cantiga de Pedr´Amigo de Sevilha.
De resto, a composição estará certamente incompleta, faltando-lhe, ao que tudo indica, pelo menos uma terceira estrofe onde o trovador contaria as "manhas" de Pero d´Ambroa, como anuncia.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1446, V 1057

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1446

Cancioneiro da Vaticana - V 1057


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas