Toponímia referida na cantiga:
  (linha 13)

Lourenço, João Vasques de Talaveira


- Joam Vaásquez, moiro por saber      ←
de vós por que leixastes o trobar      ←
ou se foi el vos primeiro leixar;      ←
ca vedes o que ouço a todos dizer:      ←
 5ca o trobar acordou-s'em atal:      ←
que 'stava vosco em pecado mortal      ←
e leixa-vos, por se nom perder.      ←
  
- Lourenço, tu veens por aprender      ←
de mim, e eu nom cho quero negar:      ←
10eu trobo bem quando quero trobar,      ←
pero nom o quero sempre fazer;      ←
 mais di-me ti, que trobas desigual:      ←
 se te deitam por en de Portugal,      ←
 ou se matast'hom', ou roubast'haver.      ←
  
15- Joam Vaásquez, nunca roubei rem,      ←
nem matei homem, nem ar mereci      ←
porque mi deitassem, mais vim aqui      ←
 por gaar algo; e pois sei iguar-mi bem      ←
 como o trobar vosso; mais estou      ←
20que se perdia convosc'e quitou-      ←
-se de vós; e nom trobades por en.      ←
  
[...]      ←



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Nota geral:

Mais uma vez o jogral Lourenço se dispõe ao confronto trovadoresco, numa tenção cujo adversário é, desta vez, João Vasques de Talaveira. Com algum humor, Lourenço inicia o seu ataque personificando mais uma vez o trovar, e alegando que ele teria abandonado o seu opositor, por ter chegado à conclusão que a relação que mantinham era pecaminosa. A resposta de João Vasques também é curiosa e fornece-nos, ao mesmo tempo, a indicação de que Lourenço seria efetivamente português.
A tenção estará incompleta, já que lhe falta, pelo menos, a segunda resposta de João Vasques (e, eventualmente, as duas habituais findas).



Nota geral


Descrição

Tenção
Mestria
Cobras doblas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

V 1035

Cancioneiro da Vaticana - V 1035


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas