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Lourenço


Pedr'Amigo duas sobérvias faz      ←
ao trobar, e queixa-se muit'en      ←
o trobar, aquesto sei eu mui bem;      ←
 ca diz que lhi faz ende mal assaz:      ←
5com seus cantares vai-o escarnir;      ←
 ar diz que o leix'eu, que sei seguir      ←
o trobar e todo quant'en'el jaz!      ←
  
E aquestas sobêrvias duas som,      ←
que Pedr'Amigo em trobar vai fazer:      ←
10ena ũa vai-o escarnecer      ←
com seus cantares sempre em seu som,      ←
ena outra vai i mim de[s]loar:      ←
  desto se queixa mui mal o trobar      ←
ca tem comigo em tod'a razom.      ←
  
15Mais dizede porque lho sofrerei      ←
a Pedr'Amigo, se me mal disser      ←
de meus mesteres, poilos bem fezer,      ←
 e o trobar de mi já partirei?      ←
 S' el sem conhocer [é], per ficará      ←
20do que me diz; [e] quem quer veerá      ←
 que faço bem est'a que me filhei.      ←



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Nota geral:

Esta cantiga é a resposta de Lourenço à troça que Pedro Amigo de Sevilha lhe dirigiu numa cantiga. A argumentação de Lourenço é engraçada: quem o injuria, injuria o trovar (que aparece aqui personificado). A partir daqui, a sua defesa é um ataque à alegada inépcia de Pedro Amigo na arte de trovar.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

V 1033

Cancioneiro da Vaticana - V 1033


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas