| | | Lopo Lias |
|  | | | Sela aleivosa, em mao dia te vi; |  | | | por teu cantar já Rodrigo perdi; | | | | riiu-s'el-rei e mia esposa de mi. |  | | | Leixar-te quero, mia sela, por en; |  | 5 | | e irei em osso e baratarei bem. | | | | | | Sela aleivosa, polo teu cantar, | | | | perdi Rodrig'e non'o poss'achar; |  | | | e por ende te quero [já] leixar. | | | | Leixar-te quero, mia sela, por en; | | 10 | | e irei em osso e baratarei bem. | | |  | | | Des oimais nom tragerei esteos | | | | nem arções, se mi valha Deus, |  | | | e vencerei os enmiigos meus. | | | | Leixar-te quero, mia sela, por en; | | 15 | | e irei em osso e baratarei bem. |
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| Nota geral: Mais uma composição do ciclo que D. Lopo Lias dedica aos infanções de Lemos. Aqui, numa variação original, a voz que ouvimos é a de um dos infanções, dirigindo-se, em termos críticos, à própria sela traidora, que, afiança, vai abandonar, em virtude dos maus serviços que lhe prestou. Para a contextualização e possível datação deste ciclo, veja-se a Nota Geral à primeira das suas cantigas.
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Nota geral
Descrição
Cantiga de Escárnio e maldizer Refrão Cobras singulares (Saber mais)
Fontes manuscritas
B 1346, V 953 
Versões musicais
Originais
Desconhecidas
Contrafactum
Desconhecidas
Composição/Recriação moderna
Desconhecidas
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