Toponímia referida na cantiga:
  (linha 7)

Lopo Lias


 Enmentar quer'eu do brial      ←
que o infançom, por Natal,      ←
deu a sa molher, e fez mal:      ←
a gram traiçom a matou      ←
5       que lhi no Janeiro talhou      ←
       brial e lh'o manto levou.      ←
  
 O infançom cam, o d'Alvam,      ←
 de muitos é homeziam,      ←
se for d'ant'el-rei lhi diram,      ←
10ca fremosa dona matou      ←
       que lhi no Janeiro talhou      ←
       brial e lh'o manto levou.      ←
  
Brialhesta, vai-te daqui      ←
 u for Lopo Lias, e di      ←
15que faça i cobras por mi      ←
ao que a dona matou      ←
       que lhi no Janeiro talhou      ←
       brial e lh'o manto levou.      ←
  
 Bem t'ajudarám d'Orzelhom      ←
20quantos trobadores i som      ←
a escarnir o infançom,      ←
ca fremosa dona matou      ←
       que lhi no Janeiro talhou      ←
       brial e lh'o manto levou.      ←



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Nota geral:

Mais uma composição do ciclo que D. Lopo Lias dedica aos infanções de Lemos.
Para a contextualização e possível datação deste ciclo, veja-se a Nota Geral à primeira das suas cantigas.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Refrão
Cobras singulares
Palavra(s)-rima: (v. 4 de cada estrofe)
matou
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1340, V 947

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1340

Cancioneiro da Vaticana - V 947


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas